ISSN 1807-1783                atualizado em 20 de julho de 2010   


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Trabalho e segregação urbana: apontamentos a partir de Engels

por Michel Goulart da Silva

Sobre o autor*

Pensar a obra como A situação da classe trabalhadora na Inglaterra como atual pode parecer uma contradição, na medida em que esse é um estudo particular de um contexto social de mais de um século e meio. De fato, se pensarmos na lógica de que a classe trabalhadora deixou de existir ou de que o marxismo faliu como método explicativo da sociedade, certamente a obra-prima de juventude de Engels está bastante superada. Por outro lado, se entendemos o capitalismo como um modo de produção da vida ainda existente ou entendemos que a situação dos trabalhadores permanece similar àquela descrita na Inglaterra dos anos 1840, teremos clareza da atualidade da obra de Engels. Essa atualidade pode ser apontada a partir de dois aspectos.

Primeiro, que embora escrita em um momento de elaboração inicial das análises de Marx e Engels, este apontou, por meio da descrição da situação concreta da classe trabalhada inglesa, elementos que subsidiam o desenvolvimento das análises econômicas posteriores dos dois pensadores alemães no desenvolvimento das explicações acerca das contradições e da dinâmica do capitalismo;

Por outro lado, a obra é um profundo estudo empírico de uma situação particular da classe trabalhadora, sendo fundamental no sentido de exemplificar a situação social e econômica mais avançada do capitalismo século XIX e de subsidiar, por comparação ou por diferenciação, estudos acerca de outras realidades concretas.

Para fins desta discussão, que não pretende estudar globalmente a obra nem esgotá-la, destacaremos três principais aspectos, que possibilitam um diálogo da obra de Engels com a situação dos trabalhadores nos séculos XX e XXI. De um lado, pretende-se mostrar o processo histórico chamado revolução industrial como parte do desenvolvimento capitalista, apontando a tendência à centralização de capitais. Essa centralização se expressa também na organização de espaços urbanos, consolidando nos espaços urbanos o antagonismo e a separação entre burgueses e proletários, marginalizando os trabalhadores e criando concentrações de trabalhadores, onde estes vivem em condições de vida precária. Esse processo de centralização traz como consequência o acirramento da concorrência entre trabalhadores, diante da dinâmica de crescimento e crises do capital.

Os trabalhadores na revolução industrial

Engels estuda em sua obra cidades estruturadas, grandes núcleos industriais que passaram por profundas mudanças urbanas. Segundo Engels, com a revolução industrial, que transformou a sociedade burguesa em seu conjunto, a organização da economia passou das pequenas oficinas caseiras para as grandes indústrias. Antes da introdução das máquinas, a fiação e a tecelagem das matérias-primas tinham lugar na casa do trabalhador. Nessas circunstâncias, as famílias tecelãs viviam em geral nos campos vizinhos às cidades e o que ganhavam assegurava perfeitamente sua existência (ENGELS, 2008, p. 45).

Com a introdução do tear mecânico e com outras inovações tecnológicas, os trabalhadores foram agrupados em grandes plantas industriais, paulatinamente diminuindo a quantidade de trabalhadores artesanais. “Tornou-se possível produzir muito mais fio: se antes um tecelão ocupava sempre três fiandeiras, não contava nunca com fio suficiente e tinha de esperar para ser abastecido, agora havia mais fio do que o número dos trabalhadores ocupados podia processar” (ENGELS, 2008, p. 48). Os trabalhadores, diante da instalação de grandes indústrias, se viram obrigados a trabalhar para outras pessoas, vender seu trabalho nas grandes fábricas que surgiam, e onde conseguissem emprego. Segundo Engels (2008, p. 50), “decidiu-se nos principais setores da indústria inglesa a vitória do trabalho mecânico sobre o trabalho manual e toda a sua história recente nos revela como os trabalhadores manuais foram sucessivamente deslocados de suas posições pelas máquinas”.

Nesse processo de dinâmica da produção capitalista, em torno à nova indústria centralizam-se os capitais e a produção, ou seja, a indústria centralizou a propriedade em poucas mãos. Essa indústria necessitava de enormes capitais, com os quais criou gigantescos estabelecimentos, arruinando a pequena burguesia artesã e colocando a seu serviço as forças naturais, além de expulsar do mercado os trabalhadores manuais isolados. Uma das consequências desse processo de transformação na organização e divisão do trabalho é a criação de grandes concentrações urbanas. “O grande estabelecimento industrial demanda muitos operários, que trabalham em conjunto numa mesma edificação; eles devem morar próximos e juntos – e, por isso, onde surge uma fábrica de médio porte, logo se ergue uma vila” (ENGELS, 2008, p. 64). Progressivamente, com o surgimento de grandes cidades, “a centralização da propriedade atingiu o mais alto grau. (...) Nelas só existe uma classe rica e uma classe pobre, desaparecendo dia a dia a pequena burguesia” (ENGELS, 2008, p. 65).

Na obra de Marx essas questões foram retomadas em outras obras, ainda que de forma mais complexa e como parte de uma discussão teórica mais densa. Em uma das passagens mais conhecidas de O capital, Marx analisa a chamada acumulação primitiva, um processo histórico de acumulação de capital. Na análise elaborada por Marx, mostra-se como os cercamentos de terras concorreram para a expulsão dos camponeses de suas terras e obrigaram-nos a vender a sua força de trabalho. Com isso, formou-se uma massa de trabalhadores desempregados, muitos dos quais se viam obrigados a pedir esmolas ou mesmo roubar para sobreviver. Outro aspecto do processo tem a ver com as leis elaboradas para obrigar esses setores expropriados de suas terras a trabalhar nas manufaturas, sob penas que variam da prisão até a mutilação de partes do corpo. O êxodo rural levou uma grande quantidade de camponeses a migrarem para s áreas empobrecidas das grandes cidades, onde se aglomeravam os trabalhadores (MARX, 1985; THOMPSON, 2004).

Em foi em linhas gerais o processo conhecido como “revolução industrial”, pelo qual passou a Inglaterra no final do século XVIII e início do XIX. Mas, embora seja possível delimitar algumas particularidades do caso inglês, certamente outros países passaram por processos semelhantes. No Brasil, por exemplo, houve desde o final do século XIX uma intensificação no processo de industrialização, principalmente relacionado à produção exportação do café, e que ganhou maior impulso na década de 1930, por meio da intervenção do Estado. No longo prazo, pode-se perceber, outrossim, um intenso processo de urbanização, cujas primeiras manifestações datam de inícios do século XX, com políticas de saúde pública e de deslocamento de populações, e que ganham maior impulso com as políticas de modernização do espaço urbano (Fernandes, 1981; Ianni, 1981).

Os trabalhadores nas grandes cidades

Na obra de Engels, percebe-se que as chamadas “grandes cidades”, principalmente Londres, com seus 2,5 milhões de habitantes, considerada então a “capital comercial do mundo”, tem um grande destaque. Nessa cidade, Engels via

em todas as partes, indiferença bárbara e grosseiro egoísmo de um lado e, de outro, miséria indescritível; em todas as partes, a guerra social: a casa de cada um em estado de sítio; por todos os lados, pilhagem recíproca sob a proteção da lei; e tudo isso tão despudorada e abertamente que ficamos assombrados diante das conseqüências das nossas condições sociais (ENGELS, 2008, p. 68-9).

Essa situação não ocorria apenas em Londres, mas também em Manchester, Leeds e outras grandes cidades. Nessas cidades, trava-se uma “guerra social”, onde “as armas de combate são o capital, a propriedade direta ou indireta dos meios de subsistência e dos meios de produção, é óbvio que todos os ônus de uma tal situação recaem sobre o pobre” (ENGELS, 2008, p. 69). O desemprego é uma condição permanente entre as populações pobres. “Se tem a sorte de encontrar trabalho, isto é, se a burguesia lhe faz o favor de enriquecer à sua custa, espera-o um salário apenas suficiente para o manter vivo” (ENGELS, 2008, p. 69). Em uma situação de maior desespero, “se não encontrar trabalho e não temer a polícia, pode roubar; pode ainda morrer de fome, caso em que a polícia tomará cuidado para que a morte seja silenciosa para não chocar a burguesia” (ENGELS, 2008, p. 69).

Em todas essas grandes cidades podem ser encontrados “bairros de má fama”, onde estão concentrados os trabalhadores. De forma geral, é designada para essa classe “uma área à parte, na qual, longe do olhar das classes mais afortunadas, deve safar-se, bem ou mal, sozinho” (ENGELS, 2008, p. 70). Esses bairros têm “as piores casas na parte mais feia da cidade; quase sempre, uma longa fila de construções de tijolos, de um ou dois andares, eventualmente com porões habitados e em geral dispostas de maneira irregular” (ENGELS, 2008, p. 70). Também, nesses bairros “as ruas não são planas nem calçadas, são sujas, tomadas por detritos vegetais e animais, sem esgoto ou canais de escoamento, cheias de charcos estagnados e fétidos” (ENGELS, 2008, p. 70). Engels descreve com detalhes bastante vivo uma situação bastante lastimável, que passam por uma ventilação precária, espaços desorganizados etc.

Desse ambiente, Engels aponta casos noticiados pela imprensa que descrevem situações bastante dramáticas vividas pelas pessoas que moram nessas áreas. Um desses casos trata de dois meninos que “famintos, haviam roubado numa loja um pedaço de carne bovina meio cozida, que devoraram imediatamente” (ENGELS, 2008, p. 74). O juiz, recolhendo mais informações sobre o caso, descobriu que, “viúva de um antigo soldado, que depois servira à polícia, a mãe dos meninos, após a morte do marido, vivia na miséria com os dois filhos” (ENGELS, 2008, p. 74). Descreve-se então a situação de uma família, constituída por seis crianças, que vive “literalmente empilhada” em um cômodo minúsculo, sem móveis, e com pouco que comer. Conforme descreve Engels, “a pobre mãe contou que, no ano anterior, vendera a cama para comprar comida; os lençóis, deixara-os empenhados na mercearia – em suma entregara tudo em troca de pão” (ENGELS, 2008, p. 74).

Essa é tão-somente uma situação ilustrativa, havendo alguns trabalhadores em situações um pouco melhores, bem como outros em situações bem piores. Havia, por exemplo, em Londres, cerca de 50 mil pessoas que não tinham onde morar. Os alojamentos pagos estavam “cheios de cama, de alto a baixo: num quarto, quatro, cinco e seis pessoas, quantas caibam e, em cada cama, empilham-se quatro, cinco ou seis pessoas, também quantas caibam – sadias ou doentes, velhos e jovens, homens e mulheres, sóbrios e bêbados, todos misturados” (ENGELS, 2008, p. 75). Os que não têm como pagar esse tipo de alojamento “dormem em qualquer lugar, nas esquinas, sob uma arcada, num canto qualquer onde a polícia ou os proprietários os deixem descansar tranqüilos” (ENGELS, 2008, p. 75).

Enfim, não cabe neste espaço detalhar todas as descrições feitas por Engels, mas apenas pontuar questões centrais. Dessa forma, resumidamente, pode-se afirmar que

as grandes cidades são habitadas principalmente por operários, já que, na melhor das hipóteses, há um burguês para dois, muitas vezes três e, em alguns lugares, quatro operários; esses operários nada possuem e vivem de seu salário, que, na maioria dos casos, garante apenas a sobrevivência cotidiana (ENGELS, 2008, p. 115).

Suas casas “estão mal localizadas, são mal construídas, malconservadas, mal arejadas, úmidas e insalubres; seus habitantes são confinados num espaço mínimo e, na maior parte dos casos, num único cômodo vive uma família inteira; o interior das casas é miserável: chega-se mesmo à ausência total dos móveis mais indispensáveis” (ENGELS, 2008, p. 115).

Essas más-condições de vida das classes trabalhadoras mostradas por Engels parecem permanecer em grande medido no XXI, bem como existiram no século XX, ainda que de forma desigual em regiões e países diferentes. Por certo, há trabalhadores que contam com legislações trabalhistas bastante razoáveis ou condições de trabalho mecanizadas, mas também há relações de exploração da força de trabalho que parecem pré-capitalistas ou trabalhadores sem quaisquer direitos (HARVEY, 2006; MÉSZÁROS, 2007). Por outro lado, as tragédias naturais que vem ocorrendo em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil, têm mostrado como os trabalhadores mais pobres se obrigam a morar em espaços que não possuem as mínimas condições de habitação.

Concorrência e emprego

Outro ponto, abordado em A situação da classe operária na Inglaterra e que, posteriormente, seria destacado no conjunto das produções marxistas, tem a ver com o que aparece no texto como concorrência, que seria “a expressão mais completa da guerra de todos contra todos que impera na moderna sociedade burguesa” (ENGELS, 2008, p. 117). Essa guerra, conforme Engels, “não se trava apenas entre as diferentes classes da sociedade, mas também entre os diferentes membros dessas classes”, ou seja, “os operários concorrem entre si tal como os burgueses” (ENGELS, 2008, p. 117). Dessa forma, “o tecelão que opera um tear mecânico concorre com o tecelão manual; o tecelão manual desempregado ou mal pago concorre com aquele que está empregado ou é mais bem pago e procura substituí-lo” (ENGELS, 2008, p. 117-8).

Pode-se descrever com mais detalhes a situação do proletariado, que se encontra “desprovido de tudo” (ENGELS, 2008, p. 118). Na sociedade capitalista, “a burguesia se arrogou o monopólio de todos os meios de subsistência, no sentido mais amplo da expressão”, ou seja, “aquilo de que o proletariado necessita, só pode obtê-lo dessa burguesia, cujo monopólio é protegido pela força do Estado” (ENGELS, 2008, p. 118). Essa situação reflete-se inclusive na educação dos filhos. Conforme Engels, “ao operário fabril é preciso garantir um salário que lhe permita educar os filhos para um trabalho regular – mas apenas o suficiente para que não possa dispensar o salário dos filhos e não faça deles algo mais do que operários” (ENGELS, 2008, p. 119).

O capital encontra também mecanismos para diminuir os salários, o que passa pelo emprego de mão de obra infantil e feminina. “Numa família em que todos trabalham, cada um pode contentar-se com um pagamento proporcionalmente menor e a burguesia, com vistas na redução dos salários, aproveitou-se largamente da oportunidade, propiciada pela mecanização, de empregar mulheres e crianças” (ENGELS, 2008, p. 119). Nesse caso, “o salário acaba por nivelar-se numa média, com base na qual uma família em que todos trabalham vivem razoavelmente bem, ao passo que aquela que conta com poucos membros empregados vive bastante mal” (ENGELS, 2008, p. 119). O operário termina por se submeter a essa lógica, mesmo tendo de morar em um lugar pior ou mesmo passar dificuldades. Dessa forma, a burguesia consegue o número de operários necessários para garantir o funcionamento de suas indústrias. Mas, “se há mais operários que aqueles que à burguesia interessa empregar, se, ao término da luta concorrencial entre eles, ainda resta um contingente sem trabalho, esse contingente deverá morrer de fome, porque o burguês só lhe oferecerá emprego se puder vender com lucro o produto de seu trabalho” (ENGELS, 2008, p. 119).

Neste ponto, Engels apresenta de forma ainda bastante inicial uma das leis fundamentais posteriormente expostas em O capital: “se a procura por operários cresce, seu preço sobe; se diminui, seu preço cai; e se a procura cai a ponto de um certo número de operários não ser vendável, eles ficam como que em estoque e, como não há emprego que lhes forneça meios para subsistir, morrem de fome” (ENGELS, 2008, p. 119). Essa é uma primeira tentativa de apresentar o que viria a ser conhecido como exército industrial de reservas. Da mesma forma, Engels percebe que o trabalho (ou o trabalhador, ou a força de trabalho, não há tanta clareza acerca disso no texto) também é uma mercadoria, inserida no mercado capitalista. Para Engels, o que permite antecipar essas conclusões é justamente a observação empírica da situação dos operários, suas dificuldades e, principalmente, a relação entre as duas classes fundamentais no processo de produção de valor, burgueses e proletários.

Considerações finais

Dessa forma, pode-se concluir que há uma grande atualidade das contribuições de Engels, em diversos aspectos. Primeiro, porque serve como denúncia da situação dos trabalhadores ingleses em certo período, mostrando a dinâmica de lutas e sendo importante documento da situação social e política que antecedeu importantes conquistas dos trabalhadores, como redução da jornada de trabalho, proibição do trabalho infantil etc. Nesse sentido, em segundo lugar, este documento pode ser utilizado como referência para se verificar as mudanças nas condições dos trabalhadores, bem como as permanências, tais como a situação de marginalização urbana e sua participação como coadjuvantes nos processos aos quais se poderia atribuir o nome de revolução industrial.

Da mesma forma, em terceiro lugar, pode-se com esta obra perceber aspectos fundamentais do funcionamento do capitalismo, como a concorrência entre as diferentes classes e suas próprias contradições, possuidoras ou não dos meios de produção. Com isso, é possível compreender as transformações ocorridas no capitalismo, bem como suas permanências nessa forma de produção e reprodução da vida humana. Pode-se compreender, a partir da análise dos fundamentos do capitalismo apresentado por Engels, as formas de produção do trabalho e a produção do valor, comparando esses aspectos com o que acontece contemporaneamente.

Por fim, e talvez a mais importante contribuição desta obra de Engels, junto ao seu primeiro ensaio sobre os fundamentos da economia política, tem a ver com o fato de ser a primeira análise empírica, concreta, do capitalismo, feita a partir do método que viria a ser aperfeiçoado e conhecido como materialismo histórico, especialmente a crítica da Economia Política. São apresentados nesse primeiro texto leis e fundamentos das análises de O capital, como o valor da força de trabalho, as leis de acumulação, o exército industrial de reserva, bem como outros pontos, estão esboçados em A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. Os métodos utilizados por Marx em sua obra-prima são aqui utilizados pela primeira vez. Também, elementos que viria a ser considerados como inovações metodológicas da história, como o uso de fontes orais e impressas, estão presentes de forma bastante consistente na obra de juventude de Engels.

Enfim, um clássico para quem quer conhecer a história da classe trabalhadora, para quem quer tomar contato com o processo de elaboração teórico e metodológica do marxismo e, principalmente, para quem quer entender o processo de exploração do trabalho, a situação à qual os trabalhadores são submetidos e, principalmente, de que forma organizam sua reação contra a exploração capitalista.

Referências:

ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo, 2008.

FERNANDES, Florestan. Revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 1981.

HARVEY, David. Espaços de esperança. 2ª ed. São Paulo: Loyola, 2006.

IANNI, Octávio. Estado e planejamento econômico no Brasil. 5ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.

MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. São Paulo: Nova Cultural, 1985.

MÉSZÁROS, István. O desafio e o fardo do tempo histórico: o socialismo no século XXI. São Paulo: Boitempo, 2007.

THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004.


* Mestrando em História na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (FAPESC). Contato: michelgsilva@yahoo.com.br.