Sobre o autor*
Pensar a obra como A situação da classe trabalhadora na Inglaterra como
atual pode parecer uma contradição, na medida em que esse é um estudo particular
de um contexto social de mais de um século e meio. De fato, se pensarmos na
lógica de que a classe trabalhadora deixou de existir ou de que o marxismo faliu
como método explicativo da sociedade, certamente a obra-prima de juventude de
Engels está bastante superada. Por outro lado, se entendemos o capitalismo como
um modo de produção da vida ainda existente ou entendemos que a situação dos
trabalhadores permanece similar àquela descrita na Inglaterra dos anos 1840,
teremos clareza da atualidade da obra de Engels. Essa atualidade pode ser
apontada a partir de dois aspectos.
Primeiro, que embora escrita em um momento de elaboração inicial das
análises de Marx e Engels, este apontou, por meio da descrição da situação
concreta da classe trabalhada inglesa, elementos que subsidiam o desenvolvimento
das análises econômicas posteriores dos dois pensadores alemães no
desenvolvimento das explicações acerca das contradições e da dinâmica do
capitalismo;
Por outro lado, a obra é um profundo estudo empírico de uma situação particular
da classe trabalhadora, sendo fundamental no sentido de exemplificar a situação
social e econômica mais avançada do capitalismo século XIX e de subsidiar, por
comparação ou por diferenciação, estudos acerca de outras realidades concretas.
Para fins desta discussão, que não pretende estudar globalmente a obra nem
esgotá-la, destacaremos três principais aspectos, que possibilitam um diálogo da
obra de Engels com a situação dos trabalhadores nos séculos XX e XXI. De um
lado, pretende-se mostrar o processo histórico chamado revolução industrial
como parte do desenvolvimento capitalista, apontando a tendência à centralização
de capitais. Essa centralização se expressa também na organização de espaços
urbanos, consolidando nos espaços urbanos o antagonismo e a separação entre
burgueses e proletários, marginalizando os trabalhadores e criando concentrações
de trabalhadores, onde estes vivem em condições de vida precária. Esse processo
de centralização traz como consequência o acirramento da concorrência entre
trabalhadores, diante da dinâmica de crescimento e crises do capital.
Os trabalhadores na revolução industrial
Engels estuda em sua obra cidades estruturadas, grandes núcleos industriais que
passaram por profundas mudanças urbanas. Segundo Engels, com a revolução
industrial, que transformou a sociedade burguesa em seu conjunto, a
organização da economia passou das pequenas oficinas caseiras para as grandes
indústrias. Antes da introdução das máquinas, a fiação e a tecelagem das
matérias-primas tinham lugar na casa do trabalhador. Nessas circunstâncias, as
famílias tecelãs viviam em geral nos campos vizinhos às cidades e o que ganhavam
assegurava perfeitamente sua existência (ENGELS, 2008, p. 45).
Com a introdução do tear mecânico e com outras inovações tecnológicas, os
trabalhadores foram agrupados em grandes plantas industriais, paulatinamente
diminuindo a quantidade de trabalhadores artesanais. “Tornou-se possível
produzir muito mais fio: se antes um tecelão ocupava sempre três fiandeiras, não
contava nunca com fio suficiente e tinha de esperar para ser abastecido, agora
havia mais fio do que o número dos trabalhadores ocupados podia processar”
(ENGELS, 2008, p. 48). Os trabalhadores, diante da instalação de grandes
indústrias, se viram obrigados a trabalhar para outras pessoas, vender seu
trabalho nas grandes fábricas que surgiam, e onde conseguissem emprego. Segundo
Engels (2008, p. 50), “decidiu-se nos principais setores da indústria inglesa a
vitória do trabalho mecânico sobre o trabalho manual e toda a sua
história recente nos revela como os trabalhadores manuais foram sucessivamente
deslocados de suas posições pelas máquinas”.
Nesse processo de dinâmica da produção capitalista, em torno à nova indústria
centralizam-se os capitais e a produção, ou seja, a indústria centralizou a
propriedade em poucas mãos. Essa indústria necessitava de enormes capitais, com
os quais criou gigantescos estabelecimentos, arruinando a pequena burguesia
artesã e colocando a seu serviço as forças naturais, além de expulsar do mercado
os trabalhadores manuais isolados. Uma das consequências desse processo de
transformação na organização e divisão do trabalho é a criação de grandes
concentrações urbanas. “O grande estabelecimento industrial demanda muitos
operários, que trabalham em conjunto numa mesma edificação; eles devem morar
próximos e juntos – e, por isso, onde surge uma fábrica de médio porte, logo se
ergue uma vila” (ENGELS, 2008, p. 64). Progressivamente, com o surgimento de
grandes cidades, “a centralização da propriedade atingiu o mais alto grau. (...)
Nelas só existe uma classe rica e uma classe pobre, desaparecendo dia a dia a
pequena burguesia” (ENGELS, 2008, p. 65).
Na obra de Marx essas questões foram retomadas em outras obras, ainda que de
forma mais complexa e como parte de uma discussão teórica mais densa. Em uma das
passagens mais conhecidas de O capital, Marx analisa a chamada acumulação
primitiva, um processo histórico de acumulação de capital. Na análise elaborada
por Marx, mostra-se como os cercamentos de terras concorreram para a expulsão
dos camponeses de suas terras e obrigaram-nos a vender a sua força de trabalho.
Com isso, formou-se uma massa de trabalhadores desempregados, muitos dos quais
se viam obrigados a pedir esmolas ou mesmo roubar para sobreviver. Outro aspecto
do processo tem a ver com as leis elaboradas para obrigar esses setores
expropriados de suas terras a trabalhar nas manufaturas, sob penas que variam da
prisão até a mutilação de partes do corpo. O êxodo rural levou uma grande
quantidade de camponeses a migrarem para s áreas empobrecidas das grandes
cidades, onde se aglomeravam os trabalhadores (MARX, 1985; THOMPSON, 2004).
Em foi em linhas gerais o processo conhecido como “revolução industrial”, pelo
qual passou a Inglaterra no final do século XVIII e início do XIX. Mas, embora
seja possível delimitar algumas particularidades do caso inglês, certamente
outros países passaram por processos semelhantes. No Brasil, por exemplo, houve
desde o final do século XIX uma intensificação no processo de industrialização,
principalmente relacionado à produção exportação do café, e que ganhou maior
impulso na década de 1930, por meio da intervenção do Estado. No longo prazo,
pode-se perceber, outrossim, um intenso processo de urbanização, cujas primeiras
manifestações datam de inícios do século XX, com políticas de saúde pública e de
deslocamento de populações, e que ganham maior impulso com as políticas de
modernização do espaço urbano (Fernandes,
1981; Ianni, 1981).
Os trabalhadores nas grandes cidades
Na obra de Engels, percebe-se que as chamadas “grandes cidades”, principalmente
Londres, com seus 2,5 milhões de habitantes, considerada então a “capital
comercial do mundo”, tem um grande destaque. Nessa cidade, Engels via
em todas as partes, indiferença bárbara e grosseiro egoísmo de um lado e, de
outro, miséria indescritível; em todas as partes, a guerra social: a casa de
cada um em estado de sítio; por todos os lados, pilhagem recíproca sob a
proteção da lei; e tudo isso tão despudorada e abertamente que ficamos
assombrados diante das conseqüências das nossas condições sociais (ENGELS, 2008,
p. 68-9).
Essa situação não ocorria apenas em Londres, mas também em Manchester, Leeds e
outras grandes cidades. Nessas cidades, trava-se uma “guerra social”, onde “as
armas de combate são o capital, a propriedade direta ou indireta dos meios de
subsistência e dos meios de produção, é óbvio que todos os ônus de uma tal
situação recaem sobre o pobre” (ENGELS, 2008, p. 69). O desemprego é uma
condição permanente entre as populações pobres. “Se tem a sorte de encontrar
trabalho, isto é, se a burguesia lhe faz o favor de enriquecer à sua custa,
espera-o um salário apenas suficiente para o manter vivo” (ENGELS, 2008, p. 69).
Em uma situação de maior desespero, “se não encontrar trabalho e não temer a
polícia, pode roubar; pode ainda morrer de fome, caso em que a polícia tomará
cuidado para que a morte seja silenciosa para não chocar a burguesia” (ENGELS,
2008, p. 69).
Em todas essas grandes cidades podem ser encontrados “bairros de má fama”, onde
estão concentrados os trabalhadores. De forma geral, é designada para essa
classe “uma área à parte, na qual, longe do olhar das classes mais afortunadas,
deve safar-se, bem ou mal, sozinho” (ENGELS, 2008, p. 70). Esses bairros têm “as
piores casas na parte mais feia da cidade; quase sempre, uma longa fila de
construções de tijolos, de um ou dois andares, eventualmente com porões
habitados e em geral dispostas de maneira irregular” (ENGELS, 2008, p. 70).
Também, nesses bairros “as ruas não são planas nem calçadas, são sujas, tomadas
por detritos vegetais e animais, sem esgoto ou canais de escoamento, cheias de
charcos estagnados e fétidos” (ENGELS, 2008, p. 70). Engels descreve com
detalhes bastante vivo uma situação bastante lastimável, que passam por uma
ventilação precária, espaços desorganizados etc.
Desse ambiente, Engels aponta casos noticiados pela imprensa que descrevem
situações bastante dramáticas vividas pelas pessoas que moram nessas áreas. Um
desses casos trata de dois meninos que “famintos, haviam roubado numa loja um
pedaço de carne bovina meio cozida, que devoraram imediatamente” (ENGELS, 2008,
p. 74). O juiz, recolhendo mais informações sobre o caso, descobriu que, “viúva
de um antigo soldado, que depois servira à polícia, a mãe dos meninos, após a
morte do marido, vivia na miséria com os dois filhos” (ENGELS, 2008, p. 74).
Descreve-se então a situação de uma família, constituída por seis crianças, que
vive “literalmente empilhada” em um cômodo minúsculo, sem móveis, e com pouco
que comer. Conforme descreve Engels, “a pobre mãe contou que, no ano anterior,
vendera a cama para comprar comida; os lençóis, deixara-os empenhados na
mercearia – em suma entregara tudo em troca de pão” (ENGELS, 2008, p. 74).
Essa é tão-somente uma situação ilustrativa, havendo alguns trabalhadores em
situações um pouco melhores, bem como outros em situações bem piores. Havia, por
exemplo, em Londres, cerca de 50 mil pessoas que não tinham onde morar. Os
alojamentos pagos estavam “cheios de cama, de alto a baixo: num quarto, quatro,
cinco e seis pessoas, quantas caibam e, em cada cama, empilham-se quatro, cinco
ou seis pessoas, também quantas caibam – sadias ou doentes, velhos e jovens,
homens e mulheres, sóbrios e bêbados, todos misturados” (ENGELS, 2008, p. 75).
Os que não têm como pagar esse tipo de alojamento “dormem em qualquer lugar, nas
esquinas, sob uma arcada, num canto qualquer onde a polícia ou os proprietários
os deixem descansar tranqüilos” (ENGELS, 2008, p. 75).
Enfim, não cabe neste espaço detalhar todas as descrições feitas por Engels, mas
apenas pontuar questões centrais. Dessa forma, resumidamente, pode-se afirmar
que
as grandes cidades são habitadas principalmente por operários, já que, na melhor
das hipóteses, há um burguês para dois, muitas vezes três e, em alguns lugares,
quatro operários; esses operários nada possuem e vivem de seu salário, que, na
maioria dos casos, garante apenas a sobrevivência cotidiana (ENGELS, 2008, p.
115).
Suas casas “estão mal localizadas, são mal construídas, malconservadas, mal
arejadas, úmidas e insalubres; seus habitantes são confinados num espaço mínimo
e, na maior parte dos casos, num único cômodo vive uma família inteira;
o interior das casas é miserável: chega-se mesmo à ausência total dos móveis
mais indispensáveis” (ENGELS, 2008, p. 115).
Essas más-condições de vida das classes trabalhadoras mostradas por Engels
parecem permanecer em grande medido no XXI, bem como existiram no século XX,
ainda que de forma desigual em regiões e países diferentes. Por certo, há
trabalhadores que contam com legislações trabalhistas bastante razoáveis ou
condições de trabalho mecanizadas, mas também há relações de exploração da força
de trabalho que parecem pré-capitalistas ou trabalhadores sem quaisquer direitos
(HARVEY, 2006; MÉSZÁROS, 2007). Por outro lado, as tragédias naturais que vem
ocorrendo em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil, têm mostrado como
os trabalhadores mais pobres se obrigam a morar em espaços que não possuem as
mínimas condições de habitação.
Concorrência e emprego
Outro ponto, abordado em A situação da classe operária na Inglaterra
e que, posteriormente, seria destacado no conjunto das produções marxistas,
tem a ver com o que aparece no texto como concorrência, que seria “a
expressão mais completa da guerra de todos contra todos que impera na moderna
sociedade burguesa” (ENGELS, 2008, p. 117). Essa guerra, conforme Engels, “não
se trava apenas entre as diferentes classes da sociedade, mas também entre os
diferentes membros dessas classes”, ou seja, “os operários concorrem entre si
tal como os burgueses” (ENGELS, 2008, p. 117). Dessa forma, “o tecelão que opera
um tear mecânico concorre com o tecelão manual; o tecelão manual desempregado ou
mal pago concorre com aquele que está empregado ou é mais bem pago e procura
substituí-lo” (ENGELS, 2008, p. 117-8).
Pode-se descrever com mais detalhes a situação do proletariado, que se
encontra “desprovido de tudo” (ENGELS, 2008, p. 118). Na sociedade
capitalista, “a burguesia se arrogou o monopólio de todos os meios de
subsistência, no sentido mais amplo da expressão”, ou seja, “aquilo de que o
proletariado necessita, só pode obtê-lo dessa burguesia, cujo monopólio é
protegido pela força do Estado” (ENGELS, 2008, p. 118). Essa situação reflete-se
inclusive na educação dos filhos. Conforme Engels, “ao operário fabril é preciso
garantir um salário que lhe permita educar os filhos para um trabalho regular –
mas apenas o suficiente para que não possa dispensar o salário dos filhos e não
faça deles algo mais do que operários” (ENGELS, 2008, p. 119).
O capital encontra também mecanismos para diminuir os salários, o que passa pelo
emprego de mão de obra infantil e feminina. “Numa família em que todos
trabalham, cada um pode contentar-se com um pagamento proporcionalmente menor e
a burguesia, com vistas na redução dos salários, aproveitou-se largamente da
oportunidade, propiciada pela mecanização, de empregar mulheres e crianças”
(ENGELS, 2008, p. 119). Nesse caso, “o salário acaba por nivelar-se numa média,
com base na qual uma família em que todos trabalham vivem razoavelmente bem, ao
passo que aquela que conta com poucos membros empregados vive bastante mal”
(ENGELS, 2008, p. 119). O operário termina por se submeter a essa lógica, mesmo
tendo de morar em um lugar pior ou mesmo passar dificuldades. Dessa forma, a
burguesia consegue o número de operários necessários para garantir o
funcionamento de suas indústrias. Mas, “se há mais operários que aqueles que à
burguesia interessa empregar, se, ao término da luta concorrencial entre eles,
ainda resta um contingente sem trabalho, esse contingente deverá morrer de fome,
porque o burguês só lhe oferecerá emprego se puder vender com lucro o produto de
seu trabalho” (ENGELS, 2008, p. 119).
Neste ponto, Engels apresenta de forma ainda bastante inicial uma das leis
fundamentais posteriormente expostas em O capital: “se a procura por
operários cresce, seu preço sobe; se diminui, seu preço cai; e se a procura cai
a ponto de um certo número de operários não ser vendável, eles ficam como que
em estoque e, como não há emprego que lhes forneça meios para subsistir,
morrem de fome” (ENGELS, 2008, p. 119). Essa é uma primeira tentativa de
apresentar o que viria a ser conhecido como exército industrial de reservas.
Da mesma forma, Engels percebe que o trabalho (ou o trabalhador, ou a força de
trabalho, não há tanta clareza acerca disso no texto) também é uma mercadoria,
inserida no mercado capitalista. Para Engels, o que permite antecipar essas
conclusões é justamente a observação empírica da situação dos operários, suas
dificuldades e, principalmente, a relação entre as duas classes fundamentais no
processo de produção de valor, burgueses e proletários.
Considerações finais
Dessa forma, pode-se concluir que há uma grande atualidade das contribuições de
Engels, em diversos aspectos. Primeiro, porque serve como denúncia da situação
dos trabalhadores ingleses em certo período, mostrando a dinâmica de lutas e
sendo importante documento da situação social e política que antecedeu
importantes conquistas dos trabalhadores, como redução da jornada de trabalho,
proibição do trabalho infantil etc. Nesse sentido, em segundo lugar, este
documento pode ser utilizado como referência para se verificar as mudanças nas
condições dos trabalhadores, bem como as permanências, tais como a situação de
marginalização urbana e sua participação como coadjuvantes nos processos aos
quais se poderia atribuir o nome de revolução industrial.
Da mesma forma, em terceiro lugar, pode-se com esta obra perceber aspectos
fundamentais do funcionamento do capitalismo, como a concorrência entre as
diferentes classes e suas próprias contradições, possuidoras ou não dos meios de
produção. Com isso, é possível compreender as transformações ocorridas no
capitalismo, bem como suas permanências nessa forma de produção e reprodução da
vida humana. Pode-se compreender, a partir da análise dos fundamentos do
capitalismo apresentado por Engels, as formas de produção do trabalho e a
produção do valor, comparando esses aspectos com o que acontece
contemporaneamente.
Por fim, e talvez a mais importante contribuição desta obra de Engels, junto ao
seu primeiro ensaio sobre os fundamentos da economia política, tem a ver com o
fato de ser a primeira análise empírica, concreta, do capitalismo, feita a
partir do método que viria a ser aperfeiçoado e conhecido como materialismo
histórico, especialmente a crítica da Economia Política. São
apresentados nesse primeiro texto leis e fundamentos das análises de O
capital, como o valor da força de trabalho, as leis de acumulação, o
exército industrial de reserva, bem como outros pontos, estão esboçados em A
situação da classe trabalhadora na Inglaterra. Os métodos utilizados por
Marx em sua obra-prima são aqui utilizados pela primeira vez. Também, elementos
que viria a ser considerados como inovações metodológicas da história, como o
uso de fontes orais e impressas, estão presentes de forma bastante consistente
na obra de juventude de Engels.
Enfim, um clássico para quem quer conhecer a história da classe trabalhadora,
para quem quer tomar contato com o processo de elaboração teórico e metodológica
do marxismo e, principalmente, para quem quer entender o processo de exploração
do trabalho, a situação à qual os trabalhadores são submetidos e,
principalmente, de que forma organizam sua reação contra a exploração
capitalista.
Referências:
ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São
Paulo: Boitempo, 2008.
FERNANDES, Florestan. Revolução burguesa no Brasil: ensaio de
interpretação sociológica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 1981.
HARVEY, David. Espaços de esperança. 2ª ed. São Paulo: Loyola, 2006.
IANNI, Octávio. Estado e planejamento econômico no Brasil. 5ª ed. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. São Paulo: Nova
Cultural, 1985.
MÉSZÁROS, István. O desafio e o fardo do tempo histórico: o socialismo no
século XXI. São Paulo: Boitempo, 2007.
THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. 4ª ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004.
*
Mestrando em História na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).
Bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do
Estado de Santa Catarina (FAPESC). Contato: michelgsilva@yahoo.com.br.