ISSN 1807-1783                atualizado em 18 de junho de 2012   


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Arqueologia Histórica: Discussões, Temas e Perspectivas

por Ronaldo José Ferreira Alves Santos

Sobre o autor[1]

INTRODUÇÃO

A Arqueologia Histórica vista como uma "subdivisão autônoma" da Arqueologia nas premissas de Orser Jr (1992) surgiu na década de 1930, porém, entre os anos de 1960 e 1970 foi organizada oficialmente. Nessa mesma época, aconteceram algumas transformações no campo teórico e metodológico da arqueologia, que de certa forma influenciaram a Arqueologia Histórica não apenas no seu campo disciplinar, mas no seu campo teórico-metodológico. Assim, para compreendermos o desenvolvimento desta disciplina apresentaremos alguns pontos importantes, no que se refere à História da Arqueologia. O objetivo deste artigo é, através de uma análise bibliográfica, compreender a consolidação teórica da Arqueologia Histórica, sob o ponto de vista das correntes do pensamento arqueológico, que para nós contribuiu para a evolução deste campo e possibilitou novas discussões, temas e perspectivas.

A ARQUEOLOGIA HISTÓRICA E A HISTÓRIA DA ARQUEOLOGIA

A Arqueologia enquanto ciência se desenvolveu focada no estudo do passado humano, logo se tornou uma disciplina humanística e destarte uma disciplina histórica (RENFREW; BAHN, 2008). Nesta perspectiva, ao lidar com as sociedades humanas do passado e ao tentar compreendê-las, a Arqueologia incorporou um caráter humanístico e se caracterizou como uma disciplina histórica. Essa característica histórica influenciaria uma das suas correntes teóricas durante o desenvolvimento do pensamento arqueológico no século XIX, o histórico-culturalismo (TRIGGER, 2004).

A década de 1960 marcou o desenvolvimento da Arqueologia devido à insatisfação no que concerne a condução das pesquisas, isto abrangia não apenas as técnicas de escavação, mas também o caráter científico que havia ancorado na arqueologia e os meios com os quais os resultados eram concebidos, inclusive a interpretação dos dados arqueológicos.

Outra insatisfação desencadeada com relação à arqueologia tradicional devia-se ao fato de que essa buscava explicar as migrações humanas e as influências destas migrações, mas findava por não responder aos vários anseios através de técnicas utilizadas na história tradicional, que enfatizavam os acontecimentos no tempo (RENFREW; BAHN, 2008; JOHNSON, 2000).

Após a Segunda Guerra Mundial, a descoberta do radiocarbono (C14) pelo químico americano Willard Libby (1908-1980) causou um grande impacto no campo da datação permitindo a formulação de importantes resultados da cronologia, bastante utilizada nos estudos arqueológicos. Esta descoberta contribuiu com outros avanços no campo científico, possibilitando a interação com as outras ciências, com as quais os resultados eram obtidos, e imprimindo à arqueologia o caráter científico (RENFREW; BAHN, 2008).

A New Archaeology surgiu nos Estados Unidos, liderada pelo arqueólogo Lewis Binford (1930-2011) e seus contemporâneos, cuja proposta estava embasada na formulação de respostas para a questão da interpretação arqueológica. A proposta desse grupo tinha como foco a evidência arqueológica como potencial para a investigação dos aspectos sociais e econômicos das sociedades do passado, aproximando a Arqueologia da Antropologia, o que de certa forma, apesar da inserção do rigor científico, não a distanciou do seu objetivo humanístico (RENFREW; BAHN, 2008).

O período de organização da Arqueologia Histórica enquanto disciplina ocorreu nos anos de 1960 e 1970 e foi bastante influenciado pelas concepções da New Archaeology ou Nova Arqueologia, que na sua posição antagônica à arqueologia tradicional defendia que a Arqueologia "deveria ser mais científica e mais antropológica", essa posição foi fundamental no direcionamento da Arqueologia Histórica, como também causaria impacto no seu campo conceitual (JOHNSON, 2000, p. 38).

A compreensão da Arqueologia Histórica no seu campo disciplinar, teórico e metodológico pode ser observada concomitante ao desenvolvimento da arqueologia, já que o ponto convergente desta disciplina esteve intrínseco as discussões processuais preconizadas pela New Archaeology e no diálogo da Arqueologia com a Antropologia.

A influência da Nova Arqueologia contribuiu para o surgimento dos paradigmas teóricos que geraram os debates e discussões acerca da definição e do campo de atuação da Arqueologia Histórica e a suas discrepâncias, em relação aos estudos realizados na América do Norte e na Europa. Essas discrepâncias referem-se à periodização da arqueologia em: Pré-Histórica (antes da chegada dos europeus no Novo Mundo) e Histórica (após a chegada dos europeus no Novo Mundo) concebidas por arqueólogos norte-americanos sob um viés antropológico. Diferente dos europeus que temporalizam a Arqueologia Clássica (desde as civilizações antigas até as sociedades medievais) o equivalente a Arqueologia Histórica na América do Norte, entretanto, enfatizam o viés histórico, e é neste paralelo que identificamos as diferenciações conceituais existentes na Arqueologia Histórica nos respectivos países (JOHNSON, 2000; ORSER JR, 1992).

A partir dessas diferenciações surgiram inúmeros debates e contextos que levaram a ascensão da Arqueologia Histórica enquanto disciplina, entretanto, com o advento da corrente pós-processualista nos anos de 1980 novos temas e perspectivas seriam inseridos nesses estudos.

Enfim, a Arqueologia Histórica se desenvolveu no cerne das correntes teóricas que embasaram a Arqueologia e atualmente direcionam as reflexões inferidas nos trabalhos arqueológicos.

DEFINIÇÕES, CONCEITOS E ABORDAGENS

A principal problemática na definição e conceituação da Arqueologia Histórica está em seu campo de atuação mencionado anteriormente, com a periodização dos estudos nos Estados Unidos da América e na Europa. A concepção que predominou na América do Norte foi a ideia de que a "arqueologia é antropologia ou não é nada", enquanto na Europa, a "arqueologia é história", de fato a ideia da Arqueologia como uma ciência auxiliar das outras ciências gerou tal problemática na interpretação do objeto da arqueologia em ambos continentes (RENFREW; BAHN, 2008; JOHNSON, 2000).

Com os crescentes estudos várias interpelações têm buscado definições, dentre as quais emergiu a de que a Arqueologia Histórica consistiria no "estudo arqueológico dos aspectos materiais, em termos históricos, culturais e sociais concretos, dos efeitos do mercantilismo e do capitalismo que foi trazido da Europa em fins do século XV e que continua em ação ainda hoje" (ORSER JR, 1992, p. 23).

Corroborando com essa definição, Funari (2002) conceitua a Arqueologia Histórica como o estudo de um determinado período histórico, que seria o moderno, em alusão a perspectiva preconizada pelo efeito capitalista instaurado na sociedade moderna e que:

A arqueologia histórica ainda é majoritariamente entendida, em termos gerais, como o estudo das sociedades com registros escritos, mas nas últimas duas ou três décadas, suas características distintivas foram alvo de muito debate, com o objetivo de afastar o papel suplementar, de "história subordinada" que possuía, como também com a intenção de elevar-se o patamar profissional do campo e de seus proponentes. A ênfase deslocou-se do uso da evidência arqueológica para, meramente, preencher os buracos do conhecimento histórico, e, no seu lugar, arqueólogos históricos têm proposto o estudo dos modos de vida e dos processos sociais do passado. Mais recentemente, dando prosseguimento a essa linha de pensamento, a partir da preocupação com a análise dos processos sociais e culturais do passado, arqueólogos históricos têm focado na expansão européia e no colonialismo, nos mecanismos relacionados de dominação e de resistência, e nas formas econômicas e políticas daí geradas, particularmente o avanço do capitalismo (FUNARI, 2007, p. 52).

Com o advento do Pós-Processualismo, as discussões em torno de definições e conceitos dentro das abordagens da Arqueologia Histórica seriam influenciadas com novos paradigmas o que resultariam em novas definições e abordagens.

O Pós-Processualismo surgiu em fins dos anos de 1970 e início dos anos de 1980, contudo representou a crescente insatisfação com a qual a Arqueologia se direcionava. Uma das insatisfações estava na Nova Arqueologia que, consolidada com seu discurso, não respondia aos novos anseios suscitados por esta nova corrente. (JOHNSON, 2000, p. 131).

Liderada pelo Britânico Ian Hodder (1948-) e pelo americano Mark Leone (1940-), a Arqueologia Pós-Processual representou uma crítica radical a arqueologia processual, buscando restabelecer um novo começo para teoria arqueológica (RENFREW; BAHN, 2008, p. 44).

Ian Hodder, seu principal representante, criticou a forma cientificista e processual da Nova Arqueologia. Neste contexto, a corrente Pós-Processualista abordaria tendências teóricas de outras ciências como da sociologia, semiótica, estruturalismo, marxismo entre outras (PATTERSON, 1989 apud STANCHI, 2008, p. 28).

Contudo, o Pós-Processualismo se posicionou contrário e defendeu a possibilidade de compreender as sociedades humanas do passado sem prender-se ao rigor científico e objetivo, assim esta corrente teórica incidiria sua análise, que é a reconstrução do passado a partir da subjetividade do arqueólogo, e que o passado é uma construção social com base no olhar subjetivo do arqueólogo rompendo totalmente com a ideia objetiva de reprodução do passado preconizado pela corrente anterior (STANCHI, 2008, p. 28).

O Neo-Marxismo, o Pós-Positivismo, a Fenomenologia, a Práxis e a Hermenêutica foram tendências que influenciaram a Arqueologia Pós-Processual ou Interpretativa. No mais a ênfase nos aspectos simbólicos e cognitivos do comportamento humano contribuíram com o desenvolvimento dessa abordagem dentro da arqueologia interpretativa nos dias atuais.

América latina e Brasil: a consolidação disciplinar

A compreensão dos quadros teóricos que influenciaram a Arqueologia Histórica na América Latina e no Brasil esteve associada com a realidade da América do Norte e da Europa. Segundo Funari (2007), a influência americana nos países latino-americanos inseriu o modelo teórico anglo-saxão, e a europeia com o seu modelo baseado na filologia e na história. Destarte, a influência dos dois países nos quadros teóricos da Arqueologia Histórica possibilitou dentro dos centros de estudos latinos o desenvolvimento do pensamento teórico original na América Latina.

Esta liberdade de pensamento teórico na América Latina resultou na publicação do Global Archaeological Theory, editado em 2005 por Pedro Paulo Funari (brasileiro), Andrés Zarankin (argentino) e Emily Stovel (americano); anterior a essa publicação, em 1997, Charles Orser Jr (americano) publicou o livro A historial archaeology of the modern world, que se tornaria um clássico do pensamento arqueológico histórico e que norteou os pesquisadores sul-americanos e brasileiros.

Porém, o grande salto da Arqueologia Histórica na América Latina ocorreria nos anos de 1990 a partir do Congresso Mundial de Arqueologia, no qual Pedro Paulo Funari, latino americano, e Martin Hall, sul-africano, dividiram com Siân Jones, britânico, uma sessão em que se discutia a ampliação da Arqueologia Histórica, assim a disciplina começava a ser modelada por estudiosos de outros eixos acadêmicos e não mais apenas por estudiosos da Europa e dos Estados Unidos (FUNARI, 2007).

A Arqueologia Histórica como disciplina foi introduzida no Brasil nos anos de 1960, abaixo dessa temporalidade não foi possível encontrar informações anteriores a esse marco cronológico. Contudo, vários pesquisadores orientados pelo PRONAPA[2] iniciaram as pesquisas em que, dentre os objetos de estudos, as missões jesuíticas do sul do Brasil e os sítios de contato do litoral nordestino preconizaram o interesse dentro da temática disciplinar (Symanski, 2009).

Nos anos de 1980, a Arqueologia Histórica ampliaria sua prática tendo em vista fatores externos, como a transição do regime militar para o processo democrático correspondente ao regime civil. A ampliação dessa prática consistiu no estudo de grupos étnicos e subalternos, que não puderam escrever a sua história, em potencial a prática dessa disciplina preconizava o resgate da memória social desses grupos e formularia a reinterpretação da história oficial. Os estudos nas Missões Jesuíticas foram intensificados; houve uma maior atenção aos sítios monumentais como: igrejas, palácios, fortes e de estruturas domésticas da elite e de subalternos; e os estudos com o foco nos segmentos sociais dos oprimidos ganharam mais ênfase neste período (Symanski, 2009; FUNARI, 2005).

A década de 1990 representou a consolidação da Arqueologia Histórica no Brasil como disciplina e a perspectiva de novos objetos seria introduzida nas pesquisas arqueológicas, assim outros objetos de pesquisas emergiriam ampliando o enfoque da Arqueologia Histórica. Neste contexto, engenhos, senzalas, estradas coloniais, lixeiras coletivas urbanas, sítios associados à atividade de mineração, cemitérios, entre outros, foram inseridos nas pesquisas e nas discussões, entretanto, as pesquisas nos objetos da década anterior prosseguiram sem alterações (SYMANSKI, 2009).

A consolidação da Arqueologia Histórica no Brasil não se concentraria apenas em novos objetos, embora esses novos objetos gerassem uma nova percepção e reflexão, isso trouxe à tona reflexões inerentes aos processos sociais, etnicidade, gênero, e aos aspectos simbólicos do ambiente que nas pesquisas atuais têm se reportado a temas como dominação e resistência, relações de poder, conflitos de classes, colonizadores e colonizados, desigualdades entre outros, e que muito pode revelar sobre a ordem social de uma época e que a partir da cultura material podemos perceber as tensões sociais refletidas no cotidiano das sociedades estudadas (COSTA, 2006, FUNARI, 2002).

PANORAMA TÉMATICO DA ARQUEOLOGIA HISTÓRICA

A consolidação no que se refere ao campo teórico da Arqueologia Histórica possibilitou como dissemos a sua independência, isso se refletiu nas variadas abordagens explícitas em trabalhos que mostraram cada vez mais a evolução teórica da disciplina. Orser Jr (1992) exemplifica a Arqueologia Histórica nas fazendas do novo mundo em que, a partir da análise dos artefatos (cerâmicas), pôde concluir que houve um declínio da cerâmica de estilo africano o que indicou uma transformação na cultura escrava, ou seja, a aculturação que seria a razão para tal declínio. Os edifícios da fazenda como a habitação dos senhores e as habitações dos escravos, enquanto fonte da Arqueologia Histórica e no contexto da paisagem são passíveis de análises e forneceram importantes dados, expressados nas relações de poder e ideologias que na concepção da Arqueologia Histórica evidenciam importantes informações que não seriam possíveis em nenhum outro tipo de fonte.

Outra perspectiva de análise preconizada pela corrente teórica pós-processual ou interpretativa levanta questões simbólicas e cognitivas que podem ser observadas no trabalho de Lima (1994), que propôs uma verificação na transformação da paisagem cemiterial, já que os cemitérios enquanto sítios arqueológicos reproduzem o simbólico e social de uma determinada sociedade ou grupo social, assim os cemitérios são passíveis de observações e análises concebidas a partir da cultural material que exprimem a dinâmica cultural e a mudança social ocorrida em um determinado tempo, e que a intervenção humana explícita na cultura material cemiterial (jazigos, pedras tumulares, ornamentos e iconografias) revela a dialética entre a relação homem e ambiente que pode ser percebida na modificação da paisagem evidenciando as transformações ocorridas no âmbito social.

Zarankin, em suas pesquisas e publicações[3], discute questões relacionadas à Arqueologia da Arquitetura, que se insere dentro das propostas de pesquisas da Arqueologia Histórica e apreende as relações sociais à cultura material.

Entretanto esta possibilidade de análise avalia questões relacionadas à arquitetura e a paisagem cultural humana, tendo em vista que toda produção material humana é dinâmica e incorpora significados. Neste panorama, é possível inferir que a cultura material incorpora significados dentro de um sistema cultural e assim adquire dimensão ativa e ideológica (ZARANKIN, 1999).

Corzo (2005) estudou os espaços da resistência escrava em Cuba utilizando concepções acerca do espaço e da paisagem, então, conferiu que a sociedade escravista em Cuba e na América foi um fenômeno sócioespacial, e que o espaço geográfico viabilizou condições de criar e modificar os espaços e construir as relações sociais. Ainda nessas premissas, concebeu que em decorrência do desenvolvimento da plantação escravista, as edificações e mudanças na paisagem refletiram os diferentes usos sociais do espaço, bem como a produção de bens materiais e a estrutura de poder daquela sociedade.

A temática inerente ao espaço e a paisagem possibilitou a compreensão e delimitação do que venha a ser lugar (place) e paisagem (landscape), assim ambos representam dois tipos de espacialidades e que, no seu contexto, refletem a materialização da estrutura social e espacial de uma sociedade que insere significados sociais e culturais. Também neste contexto, o espaço físico constitui-se como materialidade, pois estabelece relações mentais com os agentes sociais (ACUTO, 1999).

As temáticas em voga atualmente nos estudos arqueológicos históricos são mais amplas, contudo, apresentamos alguns exemplos utilizados nas pesquisas que cada vez mais contribuem no desenvolvimento de um modelo próprio da Arqueologia Histórica no Brasil e na América Latina.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nas reflexões anteriores, apresentamos e discorremos sobre o desenvolvimento da Arqueologia dentro de uma escala geral e particular, pois para compreendermos os paradigmas teóricos que envolvem a Arqueologia Histórica, faz-se necessário revisar e conhecer as influências teóricas das correntes do pensamento arqueológico, que muito contribuíram na consolidação desta enquanto disciplina e têm delineado o seu campo teórico.

Esta disciplina possui um campo de análise vasto e promissor, que, desenvolvido sob a influência das correntes do pensamento arqueológico, gerou variados temas e abordagens que nos fornecem informações das quais podemos reconstituir e interpretar as sociedades do passado, e na dialética entre passado e presente conhecermos a nós mesmo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ACUTO, Félix A. Paisaje y Dominacion: La constitucion Del espacio social em El Imperio Inka. In: ZARANKIN, Andrés e ACUTO, Félix A. (Eds).Sed non satiata. Teoría social en la Arqueología Latinoamericana Contemporánea,Buenos Aires, Ediciones del Tridente, Colección Científica, 1999, p. 33-75.

CORZO, Gabino La Rosa. Os espaços da resistência escrava em Cuba. In: FUNARI, P. P.; ORSER JR, C. E.; SCHIAVETTO, S. N. O. Identidades, discurso e poder: estudos de Arqueologia contemporânea. São Paulo: Annablume, 2005, p. 46-57.

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JOHNSON, Matthew. Teoría arqueológica: una introducción. (trad. Josep Ballart). Barcelona, Ariel, 2000.

LIMA, Tania Andrade. De morcegos e caveiras a cruzes e livros: a representação da morte nos cemitérios cariocas do século XIX. Anais do Museu Paulista, vol.2, Nova Série, 1994, p.87-150.

ORSER JR, Charles E. Introdução à Arqueologia Histórica. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1992.

Renfrew, Colin; Bahan, Paul. Archaeology: Theories, Methods and Practice. Thames and Hudson, 2008.

STANCHI, Roberto Pontes. Modernidade, mas nem tanto: o caso da vila operária da fábrica Confiança, Rio de Janeiro, Séculos XIX e XX. Rio de Janeiro, RJ, 2008. 199f. Dissertação (mestrado em Arqueologia). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ.

Symanski, Luís Cláudio Pereira. Arqueologia Histórica no Brasil: Uma revisão dos últimos vinte anos. In: MORALES, Walter Fagundes e MOI, Flavia Prado. (orgs.) Cenários Regionais de uma Arqueologia Plural. Editora: Annablume/Acervo, 2009.

TRIGGER, Bruce G. História do pensamento arqueológico. (trad. Ordep Trindade Serra). São Paulo: Odysseus, 2004.

ZARANKIN, Andrés. Arqueología de la arquitectura: Another brick in the wall. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. São Paulo, Suplemento 3. 1999, p. 119-128.

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[1] Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe PROARQ/UFS, Bolsista da CAPES e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Memória e Patrimônio Sergipano GEMPS/CNPq. E-mail: ronaldo.jfas@hotmail.com

[2] (Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas), um amplo programa de pesquisas, coordenado pelo casal de arqueólogos do Smithsonian Institute, Betty Meggers e Clifford Evans, que identificou, caracterizou e mapeou no tempo e no espaço alguns dos principais complexos arqueológicos (tradições), sobretudo cerâmicos, presentes no território brasileiro.

[3] Cf. Zarankin, Andrés. Arqueologia de la Arquitectura: Another brick in the wall. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, Suplemento 3, 1999, p.119-128; Paredes que domesticam: Arqueologia da Arquitetura Escolar Capitalista o caso de Buenos Aires. FAPESP, 2002.