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Música Clássica no Brasil, fenômeno de transplantação(Parte 1)

por Prof. Dr. Marcos Câmara de Castro e Ana Carla Vannucchi

Sobre o artigo[1]
Sobre o autor[2]
Sobre a autora[3]
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Segunda Página
Distraídos venceremos
Por falta de uma história própria, a classe dominante brasileira[4]
sempre recebeu as ideias europeias fora do contexto, utilizando-as como mera
ostentação ornamental; e as classes populares ficaram responsáveis pelo aspecto
criativo[5],
com um ceticismo em relação aos dogmas bem traduzido pelo verso de Leminski[6]:
"Distraidos venceremos" (1983); e nas letras de alguns sambas como Caviar,
de Zeca Pagodinho (2002):
Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Caviar é comida de rico curioso fico, só sei que se come
Na mesa de poucos fartura adoidado
Mas se olha pro lado depara com a fome
Sou mais ovo frito, farofa e torresmo
Pois na minha casa é o que mais se consome
Por isso, se alguém vier me perguntar
...O que é caviar, só conheço de nome
E dessa iguaria até posso provar
Geralmente quem come esse prato tem bala na agulha
Não é qualquer um
Quem sou eu pra tirar essa chinfra
Se vivo na vala pescando muçum
Mesmo assim não reclamo da vida
Apesar de sofrida, consigo levar
Um dia eu acerto numa loteria
E dessa iguaria até posso provar
Ou O pequeno burguês, de Martinho da Vila (1969):
Felicidade
Passei no vestibular
Mas a faculdade
É particular
Particular, ela é particular
Particular, ela é particular
Livros tão caros
Tanta taxa pra pagar
Meu dinheiro muito raro
Alguém teve que emprestar
Que emprestar, alguém teve que emprestar (bis)
Morei no subúrbio
Andei de trem atrasado
Do trabalho ia pra aula
Sem jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia noite
Tinha sempre a me esperar
Um punhado de problemas
E crianças pra criar
Pra criar, só criança pra criar (bis)
Mas felizmente
Eu consegui me formar
Mas da minha formatura
Nem cheguei a participar
Faltou dinheiro pra beca
E também pro meu anel
Nem o diretor careca
Entregou o meu papel
O meu papel, meu canudo de papel (bis)
E depois de tantos anos
Só decepções, desenganos
Dizem que sou burguês
Muito privilegiado
Mas burgueses são vocês
Eu não passo de um pobre coitado
E quem quiser ser como eu
Vai ter é de penar um bocado
Um bom bocado, vai penar um bom
bocado (bis)
Refutando o racismo e a "dialética do ressentimento[7],
a imaginação popular brasileira reduziu tudo ao que se passa no Sambódromo.
Colocando a "sublimidade dos dominantes" (BOURDIEU, 1979) na avenida, o Carnaval
brasileiro tornou-se uma superprodução da indústria cultural, com suas
adaptações tecnológicas de tradições portuguesas, africanas e venezianas; os
personagens típicos do romance francês, e os elementos cênicos de todas as
origens (cf. LESSA, p. 249). Tudo isso muito bem descrito pelo samba Vai
passar, de Chico Buarque[8]
— um verdadeiro hino nacional em ritmo de samba, comparável à Marselhesa
ou ao Star Spangled Banner:
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
O carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
Ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Destarte, joga-se o jogo da cultura com blefe, desenvoltura e bom humor, fazendo
supor uma verdadeira familiaridade com o habitus da cultura dominante[9].
"A aventura de uma música inclassificável"[10]
Os espanhois criaram ao longo do século XVI, em suas colônias americanas, várias
universidades. No entanto, os portugueses — que tinham uma larga experiência
colonial — não desejavam a formação de uma elite letrada[11];
da mesma forma para a imprensa, proibida ou controlada pelo monopólio real até
a independência, em 1822. Os colégios dos jesuítas eram portanto os principais
responsáveis pelo ensino, e sua expulsão em 1759 abriu um grande vazio na já
pobre instrução colonial[12].
A música nas primeiras escolas da Companhia de Jesus no Brasil do século XVI
estava longe do espendlor da música coral europeia que era o centro da vida
religiosa, e a "música dos negros e das classes baixas foi sempre citada por
cronistas e viajantes sem nenhuma preocupação de notação musical"[13].
Não há nenhuma partitura dos séculos XVI e XVII. Os documentos falam de música
de dança e de canto coletivo tocados por "gaita portuguesa" (fole); flauta,
pandeiro e adufe (pandeiro quadrado árabe); atabaque e tamboril; e viola
bracarense[14];
o berimbau de boca (scaccia pensiero/jaw harp),
castanholas e trompetes.
Para os rituais religiosos fala-se do órgão para os hinos, o cantochão e a
polifonia primitiva[15]
ibérica (canto de órgão).
A canção urbana de autor acompanhada pela viola bracarense aparece já em meados
do século XVI, com Gregório de Mattos (cf. Tinhorão, 1998, p. 57), e o ensino
musical era feito através das Artinhas — tratados teóricos manuscritos que
circulavam no Brasil colonial (RICCIARDI, 2000) e as primeiras orquestras
amadoras vem à luz somente no século XVIII. Tudo isso misturado com os cantos
indígenas, recolhidos, entre outros, por viajantes estrangeiros como Jean de
Léry[16]
(século XVI) e os alemães Martius e Spix, no começo do século XIX.
Entre as formas praticadas pelas classes populares e depois pela burguesia dos
salões do século XIX, estavam o erótico e sarcástico Lundu e as líricas Modinhas
— pequenas canções equivalentes à ariette francesa. Encontra-se já "a
aventura de uma música inclassificável"[17]
quando um cronista daquele século diz: "a música sacra das festas religiosas é
misturada com frequência aos ritmos populares portugueses e espanhois, provando
que os territórios entre o sacro e o profano; o popular e o erudito não estavam
ainda estabelecidos" (apud RICCIARDI, 2000). Pois "sem hisória anterior e (...)
menos submissa ao peso das regras e convenções, a sociedade urbana brasileira
[do século XIX] era muito mais dinâmica com relação a seu intercâmbio entre as
classes" (TINHORÃO, 1998, p. 117).
A idade do ouro[18]
No século XVIII, a exploração do ouro em Minas Gerais foi "eternizada por seu
patrimônio de música erudita" (GIRON, 2004, p. 23). A população colonial
decuplicou com a emigração — provocando o despovoamento da base produtiva
portuguesa — e a importação de um milhão de africanos como escravos (cf. LESSA,
2008). Um rede de vilas apareceu no interior do país e as Irmandades[19],
os senados das câmaras e as igrejas promoveram uma música de alto nível
profissional. Várias casas de ópera são fundadas do norte ao sul do país. Por
falta de mulheres, a mestiçagem[20]
é estimulada em larga escala e a maioria dos compositores mestres-de-capela eram
mulatos que acabavam de comprar sua liberdade através do processo de coartação[21].
Vila Rica de Ouro Preto era a sede da comarca e tinha a mesma população de
Londres na época (LESSA, 2008), e o Rio de Janeiro tornou-se o pólo
administrativo de toda a costa brasileira.
Os primeiros estudos musicológicos foram feitos na virada do século XIX para o
XX e, em 1959, Régis Duprat descobriu o Recitativo e Ária, de anônimo da
Bahia (1759), considerada até recentemente[22]
a partitura mais antiga — gravada pela primeira vez em 1965, pelo selo
Chantecler, com Marília Siegl (soprano) e a Orquestra de Câmara de São Paulo,
sob a direção de Olivier Toni.
Entre os principais compositores mineiros, o mulato Manuel Dias de Oliviera
(1734/5 – 1813) teve seu moteto de passos Miserere (1787) reconstruído
por Ricciardi e também por Frisch, que o gravou em 2001 pelo selo
Centre International des Chemins du Baroque, 2001, com o "Ensemble
"XVIII-21 Musique des Lumières[23]".
D. João VI: a corte no Brasil
Para que o Rio de Janeiro se tornasse digno da presença real e de ser a capital
do império português, em 1808, foi criada a Capela Real[24].
Altos salários para os castratti da ópera e Maria Leopoldina de
Habsburgo-Lorraine (1797-1826),
casada com Pedro I, difundiu a obra de Mozart, apesar do sucesso de Jomelli.
Sem nenhuma edição da música dos autores eruditos coloniais, em 1833, uma
Modinha do Pe.
Garcia, foi publicada: Beijo a mão que me condena.
Uma missão francesa foi convidada para desenvolver as Belas Artes, em oposição à
presença inglesa nas práticas comerciais e nos esportes. Convivendo com a
escravidão, e sem querer vê-la, a elite imperial vivia "à francesa", pondo o
piano na sala e o violão na cozinha. Os ricos iam ao teatro — réplica da ópera
de Paris — vestidos de fraque e casaco de pele, em pleno calor do verão carioca.
Tudo era feito para que o Rio fosse a "Paris dos Trópicos" e os pobres são
expulsos em direção aos morros e lá constróem os subúrbios e as favelas (LESSA,
2008). Chico Buarque, na canção Subúrbio, de 2006, pinta um quadro desta
realidade, hoje:
Lá não tem brisa
Não tem verde-azuis
Não tem frescura nem atrevimento
Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é labirinto
É contra-senha, é cara a tapa
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Olaria
Fala, Acari, Vigário Geral
Fala, Piedade
Casas sem cor
Ruas de pó, cidade
Que não se pinta
Que é sem vaidade
Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Desbanca a outra
A tal que abusa
De ser tão maravilhosa
Lá não tem moças douradas
Expostas, andam nus
Pelas quebradas teus exus
Não tem turistas
Não sai foto nas revistas
Lá tem Jesus
E está de costas
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Pavuna
Fala, Inhaúma
Cordovil, Pilares
Espalha a tua voz
Nos arredores
Carrega a tua cruz
E os teus tambores
Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Fala no pé
Dá uma idéia
Naquela que te sombreia
Lá não tem claro-escuro
A luz é dura
A chapa é quente
Que futuro tem
Aquela gente toda
Perdido em ti
Eu ando em roda
É pau, é pedra
É fim de linha
É lenha, é fogo, é foda
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Encantado, Bangu
Fala, Realengo...
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Meriti, Nova Iguaçu
Fala, Paciência...
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Segunda Página
[1]
Comunicação feita na mesa-redonda do dia 28 de setembro de 2009, na Sala
Poirel, Nancy, França, promovida por Ensemble Stanislas, 25 anos e
Universidade Nancy 2. Mediação de Didier Francfort (UN 2), com a
participação de Marcos Câmara de Castro (USP) e Anaïs Fléchet
(Universidade de Paris I – Sorbonne)
[2]
Universidade de São Paulo - Campus Ribeirão Preto -
mcamara@usp.br -
compositor e professor de regência e canto coral na USP de Ribeirão
Preto. Prêmio de Composição do Florilège Vocal de Tours (1986); prêmio
de "melhor obra experimental" da APCA/1986; primeiro prêmio da Academia
Brasileira de Música por seu livro Fructuoso Vianna, orquestrador do
piano, em 2001, publicado em 2003; e prêmio de poesia do
Departamento de Biblioteca da Prefeitura de São Paulo, em 1998. Câmara
frequentou as classes de composição, análise, harmonia e contraponto de
Michel Philippot no CNSM-Paris, como "auditeur libre", como bolsista do
CNPq, entre 1988-1990.
[3]
Centro Universitário Barão de Mauá/Ribeirão Preto -
carlavannucchi@uol.com.br -
fotógrafa, cronista e estudante de História no Centro Universitário
Barão de Mauá (CUBM), em Ribeirão Preto. Trabalhou em 2009 como
estagiária no Arquivo Público e Histórico da Prefeitura de Ribeirão
Preto (conservação, restauração e digitalização de imagens).
Integra o Conselho Editorial da Revista Dialogus do CUBM.
Primeiro Prêmio de fotografia Exposições Itinerantes (2009-2012), SESI,
São Paulo; prêmio de fotografia Femme Fiore", 1997. Vannucchi viajou com
o fotógrfo croata Frank HORVÁT pela Espanha, en 2001, no projeto "L'Odyssée
de l'amour virtuel".
[4]
"Uma classe dominante de caráter consular-administrativo, socialmente
irresponsável, diante de um povo-massa (...) que produz o que não
consome e que só se exerce culturalmente como uma marginalia, fora da
civilização letrada em que está imersa" (In RIBEIRO, 1995, p. 179). "As
classes dirigentes tão parecidas aos consulados romanos, como
representantes locais de um poder externo (...) irresponsáveis pelo
destino da população" (ibidem, pp. 255-6). "La tradition de
la plantation, latifundium dont le propriétaire regarde plus ses clients
étrangers que ses ouvriers et ses acheteurs brésiliens, se conserve
encore, largement héritière de la culture sucrière d'autrefois"
(MONBEIG, 1968, p. 46).
[5]Como diz
Darcy Ribeiro: "Há, certo, também no plano erudito, uma reação
brasileira. Ela não é, porém, nenhum nativismo. Suas criações são
conquistas do gênero humano que podiam ter surgido em qualquer parte,
mas afortunadamente nasceram aqui, na construção de Brasília, na
arquitetura de Oscar Niemeyer, na música de Villa-Lobos, na pintura de
Portinari, na poesia de Drummond, no romance de Guimarães Rosa e uns
tantos outros" (1995, p. 263)
[6]
Paulo Leminski (1944-1989).
[7]
Cf. BOURDIEU. L'invention de la vie d'artiste. In Actes de la
recherche en sciences sociales, Année 1975, Volume 1, Número 2, pp.
67-93). Disponível
em
http://www.persee.fr
(Acesso em julho de 2009).
[8]
De 1984, com música de Francis Hime.
[9]
Cf. BOURDIEU, 1979, p. 574: Et
l'on comprend mieux que (...) l'imagination populaire ne puisse
que renverser la relation qui est au fondement de la sociodicée
esthétique: répondant au parti de sublimation par un parti-pris
de réduction ou, si l'on veut, de dégradation,
comme dans l'argot , la parodie, le burlesque ou la caricature, mettant
cul par dessus la tête toutes les "valeurs" dans
lesquelles se reconna
ît et s'affirme la sublimité des dominants, avec le
recours à l'obscénité ou à la scatologie, elle nie systématiquement la
différence, elle bafoue la distinction et, comme les jeux de Carnaval,
réduit les plaisirs distinctifs de l'âme aux satisfactions communes du
ventre et du sexe.
[10]O processo
civilizatório sendo a unidade fundamental de uma constelação de áreas
culturais (cf. RIBEIRO, 1995, p. 254)
[11]
Foi preciso esperar o ano de 1934 para a criação de nossa primeira
universidade, idealizada como uma instituição integral — a USP.
Desde que a Universidade do Brasil foi um aglomerado de escolas criado
para conferir o título de Doutor Honoris Causa ao Rei Albert I da
Bélgica, quando de sua visita em 1923 para a criação da
Belgo-Mineira, hoje ArcelorMittal Aços Longos.
[12]"Há escolas
de ler e escrever, onde os padres ensinam os meninos indígenas e para os
mais hábeis ensinam também a contar, cantar e tocar a viola (...) e há
muitos entre eles que tocam a flauta, viola, cravo e cantam missas em
cantochão (...). Dançando ao som da viola, o pandeiro, tambores e
flautas" (Padre jesuíta CARDIM, 1584, apud RIBEIRO, pp. 179-192).
[13]
In TINHORÃO, p. 102.
[14]
"Violão ruim" cf. Dumouriez, 1766, apud
TINHORÃO, 1998, p. 87.
[15]
Longe ainda do estilo de um Morales ou de um Victoria. Uma suposição de
Ennio Morricone pode ser ilustrativa, na Ave Maria Guarani, da
trilha do filme The Mission, dirigido por Roland Joffé, em 1986.
[16]
Villa-Lobos inspirou-se no livro de Léry, na Biblioteca Nacional do Rio
de Janeiro, onde seu pai Raúl era funcionário, para compor sua primeira
canção indígena de 1922.
[18]
"Comme les ports du Nordeste [cana], les villes minières furent des
foyers d'activité intellectuelle et artistique" (MONBEIG, 1968, p. 50)
[19]
A irmandades eram, segundo Dottori (1992), uma "forma de socialização
pré-capitalista" e se diferenciavam do patronato europeu por sua
influência sobre a contemporaneidade do gosto musical. Seu caráter
específico de designação, isto é, para a celebração de um evento
determinado, impedia a reapresentação de uma obra comissionada.
[20]Que jamais
engendrou, mesmo depois, o separatismo. Segundo Monbeig:
"Blancs et noirs se coudoient et se mélangent avec une spontanéité qui
déconcerte l'Américain du Nord et l'Européen" (op. cit. p. 79).
[22]Antes da
descoberta, pelo mesmo Duprat, dos manuscritos de Mogi das Cruzes que
datam de algumas décadas antes.
[23]
É preciso fazer referência ao importante trabalho de RICCIARDI sobre
este compositor (ver referências bibliográficas).
[24]"Il
fut ainsi prouvé que le Brésil pouvait vivre sans le Portugal" (MONBEIG,
p. 52)
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