Sobre o autor*
As relações sócio-políticas entre Brasil e Portugal são analisadas
por vários cientistas sociais. No entanto, parte da historiografia brasileira
limitou suas pesquisas sobre a temática no período colonial ou imperial,
deixando lacunas nas investigações históricas voltadas para o mundo Atlântico.
Percebemos em alguns periódicos que circularam em Portugal e na cidade do Recife
no início do século XX, os intensos debates políticos entre os intelectuais
luso-brasileiros, fato que pode ser observado com movimentos republicanos ou as
organizações de massa, como as discussões entre o Movimento Integralista
Lusitano e a Ação Integralista Brasileira (A.I.B.).
Nas últimas décadas do século XIX, o sentimento de crise e decadência política
se intensificou entre a elite portuguesa. A má distribuição de renda e a falta
de empregos eram questionadas por intelectuais e políticos que observaram no
sistema republicano a alternativa para a resolução das incertezas finissecular.
O republicanismo lusitano era visto com otimismo, uma salvação à nação que ainda
resistia com o sistema monárquico. Em 1895 o Partido Republicano Português
possuía representações em quase todas as legislaturas, demonstrando a
expectativa popular que contribuiu para o enfraquecimento da monarquia[1].
Em meio a tais inquietações políticas, as influências brasileiras se
apresentavam junto aos ideais do Centro Democrático Federal 15 de Novembro, que
na tentativa de um golpe sobre a Monarquia Portuguesa, desfilou sua bandeira
vermelha e verde em 31 de janeiro de 1891 nas ruas do Porto, reivindicando as
mudanças na política do país. Nesse momento, alguns pensadores portugueses
mantiveram diálogos sobre a república com letrados no Brasil, debatendo sobre a
renovação das ideias governamentais nos primeiros anos do século XX.
Após as conquistas dos republicanos portugueses, os diálogos
transoceânicos se expandiram para as questões entre o político e o religioso,
enfatizando o projeto de reafirmação do poder civil e eclesiástico da Igreja
Católica. Denominada de Restauração Católica, o movimento contou com a
participação de intelectuais conservadores engajados com as questões sociais.
Entre os pensadores, no Brasil destacamos as ações de Jackson de Figueiredo e
Alceu Amoroso Lima, coordenadores da revista A ordem e do Centro Dom
Vital, instituições que representavam os intelectuais católicos na primeira
metade do século XX. No Recife, Manuel Lubambo foi um dos principais defensores
da recatolização e dos debates com os letrados portugueses. Antônio Sardinha foi
um dos intelectuais mais influentes na obra de Manuel Lubambo, apresentando as
propostas do Movimento Integralista Lusitano e da Restauração Católica e
monárquica em Portugal.
O Pensamento Conservador de Manoel Lubambo
Atuante entre os movimentos autoritários em Pernambuco, Manoel Lubambo guardou
particularidades que nos chamaram atenção. Defensor do discurso de retomada das
relações políticas entre Brasil e Portugal, acreditava que a colônia foi o
período de maior desenvolvimento econômico, política e social para o país. Em
seus textos, destacou a necessidade de se compreender as origens do povo
brasileiro, que se enfraqueceu com o republicanismo, por sua aproximação com as
práticas laicas.
Também influenciado pelas obras de Sílvio Romero, Alexandre Pope, Tristão de
Ataíde, Tobias Barreto e Charles Maurras, Manoel Lubambo se destacou no trabalho
com a imprensa que defendia as relações corporativistas e as características
medievais para as nações que buscavam a formação de uma identidade religiosa[2].
Em seu primeiro texto publicado na Revista do Norte, o intelectual
questionou sobre a existência do conceito de povo brasileiro, a exemplo de
outras nações como a Espanha, Inglaterra e México. Em seu artigo, afirmou que o
brasileiro ainda necessitava da formação cultural e social, destacando a
inexistência de “um espírito ou uma physionomia caracteristicamente nossa, não
temos costumes nossos, não temos arte”[3].
Para Manoel Lubambo, o principal exemplo de arte era o barroco, por expressar o
germe da cultura no Brasil. A arte colonial foi bem enfatizada nas obras de
Manuel Lubambo, defendendo uma pureza em seu formato, haja vista, sua relação
com a religiosidade. Para o autor, a defesa da independência política realizada
por alguns pensadores no início do século XX não significava soberania nacional.
Em seus escritos, defendeu que:
O Brasil colonial – na uniformidade de linhas de sua architectura, na cor da sua
religião, no seu espírito ancioso de emancipação, no rythmo todo de sua vida –
parece que possuía qualidades mais fortes de nação do que este pobre e mutilado
Brasil de hoje. […] Independencia politica não dá feição a povo nenhum. E há
certos povos, privados de liberdade […] que merecem mais honestamente foros de
cidadania do que outros que possuem hymnos, exercitos, armadas, berrantes cores
nacionaes, mas não possuem caracter[4].
A simpatia do letrado com o passado colonial despertou admiradores em Portugal.
Durante a sua trajetória política e jornalística, Manoel Lubambo dialogou com o
movimento de Restauração Católica Lusitana, debatendo propostas que defendiam o
conservadorismo e a manutenção da ordem social a partir da religiosidade. Editor
do jornal Fronteiras, em vários artigos demonstrou entusiasmo com a obra
do intelectual português e pelo sistema político do país ibérico antes da
Proclamação da República em 1910. Defensor da Monarquia de Dom Afonso II, a qual
tinha como lema os “Braços do Reino, o clero, a nobreza, o povo”, o jornal
Fronteiras trazia notícias diárias sobre o cotidiano da “Família Real
Portuguesa e do Brasil”[5].
Além de Antônio Sardinha, Manoel Lubambo também manteve diálogos com Luís de
Almeida Braga, Hipólito Raposo, Alberto Monsaraz e Fernando Campos, que
defendiam a monarquia tradicionalista e o corporativismo no país lusitano. À
medida que o pensamento republicano se fortalecia, movimentos
político-religiosos foram ganhando força, surgindo grupos políticos em
instituições de Coimbra, Porto e Lisboa, que reivindicavam soluções para as
problemáticas sociais que se alastravam desde o final do século XIX[6].
A Universidade de Coimbra foi um centro de discussões políticas nas primeiras
décadas do século XX. Procurada por estudantes de vários países, a instituição
recebeu jovens brasileiros que buscavam a formação no curso de Direito. Os
debates travados na escola jurídica tiveram ressonância na Faculdade de Direito
do Recife, embalando os debates de seus membros em espaços de sociabilidade da
capital pernambucana[7].
As notícias da República portuguesa circulavam no Recife, animando os defensores
das ideias religiosas e chamando atenção dos letrados que defendiam as relações
monárquicas por sua proximidade com a Igreja. A revista Brasil-Portugal,
que contou com a colaboração de pensadores luso-brasileiros, foi um dos
periódicos que divulgou os movimentos políticos na Península Ibérica. Após 05 de
outubro de 1910, a revista passou a publicar textos criticando o sistema
político recém implantado no país. Na edição de março de 1914, foi anunciada a
anistia de alguns monarquistas em Portugal. Para os editores:
[…] o dia 22 do corrente foi de alegria em muitos lares portuguezes. Abriram-se,
finalmente, as prisões, soltaram-se os presos políticos, está, emfim, em
liberdade uma grande parte da melhor gente de Portugal, d’aquella que, dentro
dos princípios políticos que professa, mais se interessa pelo bem-estar da
pátria, da que é mais capaz de luctar, de soffrer, de se sacrificar por um ideal
a cuja sombra a terra portugueza se desenvolveu, prosperou e attingiu o apogeu
das maiores glorias. Foi muito longe no caminho das perseguições o actual regime
[República]; tão longe que, quando os seus mais obscuros, mas também mais
dedicados defensores perceberam que tinham sido enganados por uma rhetorica
leviana, balofa e cruel, onde abundava o epitheto de traidor applicado áquelles
que batalharam por um ideial político e entre os quaes havia muitos que em
defeza da pátria mais de uma vez tinham arriscado a vida […][8].
Dirigida por defensores da monarquia e das relações do político com o religioso,
a revista Brasil-portugal identificava os participantes do movimento
republicano como traidores da nação e da religiosidade. Contanto com a
colaboração efetiva do Padre Álvares de Almeida, e os intelectuais Antonio do
Valle e Sousa, Cunha Bellem, Severim de Azevedo, Ferreira Mendes, Jorge de
Menezes, Nunes de Freitas e Maria O’neilt, o periódico foi referência para
alguns letrados no Recife. Circulando na cidade entre o final do século XIX e a
década de 1930, Manoel Lubambo foi leitor assíduo do período, utilizando-se de
algumas ideias em suas publicações no Brasil. Tais debates representavam os
diálogos para o fortalecimento da fé e do comprometimento dos católicos com as
questões políticas em Portugal e no Recife. O comprometimento político dos
homens das letradas católicos foi a principal temática da Carta Pastoral de Dom
Sebastião Leme ao assumir a Arquidiocese de Olinda em 1916. O texto destacou a
necessidade de uma ação ofensiva entre intelectuais e eclesiásticos para a
restauração social no Brasil, que deveria ser fundamentada na religiosidade,
nacionalismo e na moral
[9].
Nesse momento, eram divulgadas nos jornais do Recife as notícias sobre a crise
política e econômica portuguesa. Nos primeiros meses de 1917, o Diario de
Pernambuco divulgou informações sobre a falta de cereais no país ibérico,
destacando as conturbadas relações entre a população e o governo republicano. Em
22 de maio de 1917, o jornal trouxe notícias sobre os assaltos realizados por
manifestantes à busca de alimentos. A edição enfatizou que os “populares
assaltaram […] as padarias de meceanas, causando damnos avultados”[10].
Com a falta de alimentos, setores organizados passaram a reivindicar soluções
governamentais, a exemplo dos operários da construção civil, que no dia 15 de
julho entraram “em greve reclamando o augmento de 70% nos seus salários”[11],
como uma tentativa na melhoria das condições sociais.
No momento de crise, a fé se apresenta com aglutinadora do sentimento de
esperança. Os ensinamentos católicos traduziam a necessidade dos homens de se
apegarem às palavras divinas, com o objetivo de vencer momentos conturbados. A
crise político-social em Portugal se alongava desde o final do século
XIX, intensificando-se durantes a década de 1910. Foi nesse instante, que
as aparições de Nossa Senhora de Fátima às crianças Lúcia, Francisco e Jacinta
trouxeram novas expectativa para aqueles que reclamavam com a falta de cereais,
o medo pelo crescimento do comunismo e o mundo em guerra.
As aparições da Santa, revelada em 13 de maio de 1917, representavam a
reafirmação religiosa dos portugueses. Com significados contrários a “desordem”
política daquele momento, a imagem de Nossa Senhora de Fátima foi traduzidas por
alguns conservadores republicanos como o anúncio de “novos tempos”. Tais
discursos se apresentaram como solução para a crise em Portugal, liderados por
intelectuais e eclesiásticos que se afirmavam na autoridade de pensar o melhor
caminho para o fim das tensões sociais. Para Pierre Bourdieu, as falas
autoritárias dos representantes da Igreja refletem suas ações ao impor o
“reconhecimento do seu monopólio”, assumindo assim, a autoridade de traçar os
caminhos para a salvação daqueles que a seguissem[12].
Nesse sentido, compreendemos as aparições de Nossa Senhora de Fátima como uma
nova perspectiva para os fiéis no século XX em Portugal.
No Recife as homenagens a Nossa Senhora de Fátima se fortaleceram com a
construção do seu primeiro santuário. Edificado em 1935, nas instalações do
Colégio Nóbrega dos Jesuítas, lugar onde a intelectualidade conservadora se
reunia para os cultos católicos e a sociabilização de ideias voltadas para a
formação de uma neocristandade. O local era referência na cidade, mantendo a
circulação do jornal doutrinário A Voz do Nóbrega, estimulando o diálogo
entre os membros da União Católica dos Militares e as Congregações Marianas do
Recife
[13].
A expulsão dos jesuítas do país ibérico após a Proclamação da República
contribuiu para a difusão da religiosidade lusitana no Brasil. Em 1910, membros
da Companhia de Jesus se exilaram no país, atraídos pela língua em comum, a
estrutura cultural portuguesa formada no Brasil e os diálogos religiosos já
travados com os intelectuais de diversas regiões. No entanto, quando aqui
chegaram encontraram um Brasil com características religiosas diferenciadas,
havendo a militância de alguns religiosos para restaurar a antiga ordem social
do período colonial[14].
O culto a Nossa Senhora de Fátima, assim como, a organização do Colégio Nóbrega
e posteriormente da Faculdade de Filosofia Manuel da Nóbrega são exemplos dos
resultados dos diálogos entre portugueses e brasileiros no Recife.
Os debates entre portugueses e intelectuais no Recife proporcionaram o
desenvolvimento de uma ação intelectuais lusitana na cidade. Na Rua do Imperador
Pedro II, o Real Gabinete Português de Leitura era frequentado pela elite
pernambucana que se informava sobre o desenvolvimento político no país ibérico.
Ao término dos debates, alguns letrados continuavam suas discussões no Café
Lafayette, a poucos metros do Gabinete. No espaço, portugueses e brasileiros
conservadores debatiam sobre o projeto da Igreja, expandindo suas ideias sociais
junto à população pernambucana.
Colaborando com a formação e difusão do pensamento conservador, Manoel Lubambo
se utilizou da aproximação com o jornalismo para divulgar suas ideias. Entre as
atividades, destacou-se no meio intelectual com o jornal Fronteiras.
Sendo considerado o verdadeiro jornal da direita, Fronteiras refletia o
espírito dos intelectuais à brasileira, homens das letras, ligados ao
jornalismo, engajados na política e defensores da construção de uma ordem social
cristã[15].
Em entrevista sobre o periódico em 1936, Lubambo destacou a validade da
circulação de um jornal de “programma decisivo de combate ao extremismo e de
defesa orthodoxa das idéas da direita”. Para o pensador:
Que pretende Fronteiras? Apenas isto: ser um vehiculo das idéas de direita. Como
sabe, não temos nenhum authentico jornal de direita, em Pernambuco. Dos que se
reclamam das nossas idéas, uns se annullam, sob o peso das conveniências
pessoaes, ou, para repetir a expressão de Leão XIII, da “sabedoria da carne”,
outros, sem independencia material, vivem ao sabor dos seus financiadores,
ostentando sobre as idéas e os homens as opiniões mais descompassadas. […] Orgão
das direitas, o primeiro trabalho de Fronteiras será o de concorrer para o
saneamento das idéas. Sobre a necessidade desse trabalho creio que não haverá
duas opiniões. Para repetir a velhíssima verdade, é preciso dizer que no começo
está o verbo. “Quereis refazer um Estado ou restaurar uma nação?” […] Agindo
sobre as idéas, queremos pôr em circulação velhas noções experimentadas pelo
tempo: ordem, hierarchia, auctoridade, nação, a legitimidade dos bens de
fortuna, a sacralidade da família[16].
A sacralização sócio-política foi uma das principais defesas de
Manoel Lubambo. Integrante da Congregação Mariana da Mocidade Acadêmica, Lubambo
compôs a interventoria de Agamenon Magalhães, levando sua experiência
conservadora para a formação do pensamento do Estado Novo em Pernambuco.
Inicialmente integrou a comissão responsável por indicar os livros subversivos a
serem apreendidos pela Superintendência do Serviço de Repressão ao Comunismo.
Também faziam parte deste órgão Arnóbio Graça, vereador integralista, Andrade
Lima Filho, chefe provincial integralista no Recife, José Maria Carneiro de
Albuquerque Melo e Arnóbio Tenório Wanderley. Convidado pelo governado assumiu a
Secretária da Fazenda (1937-1939), no entanto, insatisfeito com o desenrolar do
movimento de combate aos mocambos, entregou o cargo por não se identificar com
as mudanças estruturais na cidade. Os meios promovidos para a higienização dos
principais espaços da cidade foram criticados pelo secretário, haja vista, a
retirada forçada de alguns morados da região central do Recife.
Descontente com o desenrolar da política pernambucana, o intelectual passou a
dialogar com o Estado Novo de Alberto Salazar em Portugal. Com a propaganda de
uma política forte e de afinidades com a Igreja Católica, Lubambo identificou no
governo ibérico as necessidades políticas que defendia no Estado, tendo como
particularidade suas defesas monárquicas. Por sua admiração à política
portuguesa, foi convidado a pronunciar várias conferências no Real Gabinete
Português de Leitura no Recife, mantendo amizade com Manuel Anselmo, cônsul
lusitano em Pernambuco. Sua relação com alguns intelectuais lhe rendeu o convite
para compor a administração lusitana, no entanto, doente, faleceu no Real
Hospital Português de Beneficência no Recife em 1943, antes de realizar a viagem
para assumir o cargo.
Os diálogos transoceânicos entre intelectuais conservadores portugueses e
letrados no Recife demonstraram as possibilidades de investigação de parte da
História das Ideias no mundo Atlântico. Pensadores como Manoel Lubambo
representavam as discussões que buscavam uma nação baseada na tradição católica
e a formação de um Estado forte e intervencionista, influenciado por movimentos
políticos portugueses do início do século XX. Os diálogos entre intelectuais em
Portugal e no Recife foram fundamentais para o projeto da Igreja Católica, que
se fortaleceu no período entre guerras, buscando a construção de uma
neocristandade. O tradicionalismo católico dos pensadores aqui destacados
demonstrou a relação da intelectualidade das primeiras décadas do século XX com
a direita política, criticando os discursos da esquerda que chegavam ao Brasil
com os operários das cidades que se modernizavam. Tais discussões demonstram o
fértil campo para as pesquisas sobre a intelectualidade no Mundo Atlântico no
período contemporâneo.
Referências:
AZEVEDO, Ferdinand. A Missão
Portuguesa da Companhia de Jesus no Nordeste 1911 – 1936. Recife: FASA,
1986.
______. Resgatando a Vida e as
Obras de Manoel da Costa Lubambo. Recife: FASA, 2006.
BOURDIEU, Pierre. Economia das
Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2001.
GOBBI, Márcia Valéria Zamboni
et. al. (Org.) Intelectuais Portugueses e a Cultura Brasileira:
depoimentos e estudos. São Paulo: UNESP / Bauru: EDUSC, 2002.
HOMEM, Amadeu Carvalho et. al.
(Org.) Progresso e Religião: A república no Brasil e em Portugal
(1889 – 1910). Coimbra: EDUFU, 2007.
LEME, Dom Sebastião. Carta
Pastoral Saudando a sua Archidiocese. Petrópolis: Typ. Vozes de Petrópolis,
1916.
MARTINHO, Francisco Carlos
Palomanes; PINTO, António Costa. (Org.). O Corporativismo em Português:
Estado, política e sociedade no salazarismo e no varguismo. Rio de janeiro:
Civilização Brasileira, 2007.
MICELI, Sergio. Intelectuais à
Brasileira. Rio de Janeiro: Cia das Letras, 2001.
MOURA, Carlos André Silva de.
Fé, Saber e Poder: os intelectuais entre a Restauração Católica e a política
no Recife (1930 – 1937). 2010. 161 p. Dissertação (Mestrado em História Social
da Cultura Regional). Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura
Regional, UFRPE, Recife, PE, 2010.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O
Espetáculo das Raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil
1870 – 1930. São Paulo: Cia das Letras, 2008.
VILLAÇA, Antônio Carlos. O
Pensamento Católico no Brasil. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1975.
*
Mestre em História Social da Cultura Regional pela Universidade Federal
Rural de Pernambuco. E-mail:
casmcarlos@yahoo.com.br
[1]
HOMEM, Amadeu Carvalho et. al. (Org.) Progresso e Religião:
A república no Brasil e em Portugal (1889 – 1910). Coimbra: EDUFU,
2007. p. 23.
[2]
AZEVEDO, Ferdinand. Resgatando a Vida e as Obras de Manoel da Costa
Lubambo. Recife: FASA, 2006. p. 52.
[3]
LUBAMBO, Manoel. Caracter. Revista do Norte, Recife, p. 31, n°
02, ago. 1926.
[5]
AZEVEDO, 2006, p. 53.
[7]
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das Raças: cientistas,
instituições e questão racial no Brasil 1870 – 1930. São Paulo: Cia das
Letras, 2008. p. 155 – 169.
[8]
Notas da Quinzena. Brasil-Portugal, Lisboa, p. 34, n° 363,
01 mar. 1914.
[9]
Cf. LEME, Dom Sebastião. Carta Pastoral Saudando a sua Archidiocese.
Petrópolis: Typ. Vozes de Petrópolis, 1916.
[10]
A crise econômica em Portugal. Diario de Pernambuco, Recife, p.
01, 22 mai. 1917.
[11]
Agitação operaria em Portugal. Diario de Pernambuco, p. 01, 16
jul. 1917.
[12]
BOURDIEU, Pierre. Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo:
Perspectiva, 2001. p. 58.
[13]
AZEVEDO, 2006, p. 55.
[14]
AZEVEDO, Ferdinand. A Missão Portuguesa da Companhia de Jesus no
Nordeste 1911 – 1936. Recife: FASA, 1986. p. 13.
[15]
Cf. MICELI, Sergio. Intelectuais à Brasileira. Rio de Janeiro:
Cia das Letras, 2001.
[16]
LUBAMBO, Manoel. Fronteiras é o Jornal dos Intelectuais da Direita.
Fronteiras, Recife, p. 10, jan. 1936.