ISSN 1807-1783                atualizado em 20 de julho de 2010   


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“Diálogos pela fé”: a influência dos intelectuais portugueses entre os letrados conservadores no Recife (1910 – 1937)

por Carlos André Silva de Moura

Sobre o autor*

As relações sócio-políticas entre Brasil e Portugal são analisadas por vários cientistas sociais. No entanto, parte da historiografia brasileira limitou suas pesquisas sobre a temática no período colonial ou imperial, deixando lacunas nas investigações históricas voltadas para o mundo Atlântico. Percebemos em alguns periódicos que circularam em Portugal e na cidade do Recife no início do século XX, os intensos debates políticos entre os intelectuais luso-brasileiros, fato que pode ser observado com movimentos republicanos ou as organizações de massa, como as discussões entre o Movimento Integralista Lusitano e a Ação Integralista Brasileira (A.I.B.).

Nas últimas décadas do século XIX, o sentimento de crise e decadência política se intensificou entre a elite portuguesa. A má distribuição de renda e a falta de empregos eram questionadas por intelectuais e políticos que observaram no sistema republicano a alternativa para a resolução das incertezas finissecular. O republicanismo lusitano era visto com otimismo, uma salvação à nação que ainda resistia com o sistema monárquico. Em 1895 o Partido Republicano Português possuía representações em quase todas as legislaturas, demonstrando a expectativa popular que contribuiu para o enfraquecimento da monarquia[1].

Em meio a tais inquietações políticas, as influências brasileiras se apresentavam junto aos ideais do Centro Democrático Federal 15 de Novembro, que na tentativa de um golpe sobre a Monarquia Portuguesa, desfilou sua bandeira vermelha e verde em 31 de janeiro de 1891 nas ruas do Porto, reivindicando as mudanças na política do país. Nesse momento, alguns pensadores portugueses mantiveram diálogos sobre a república com letrados no Brasil, debatendo sobre a renovação das ideias governamentais nos primeiros anos do século XX.

Após as conquistas dos republicanos portugueses, os diálogos transoceânicos se expandiram para as questões entre o político e o religioso, enfatizando o projeto de reafirmação do poder civil e eclesiástico da Igreja Católica. Denominada de Restauração Católica, o movimento contou com a participação de intelectuais conservadores engajados com as questões sociais. Entre os pensadores, no Brasil destacamos as ações de Jackson de Figueiredo e Alceu Amoroso Lima, coordenadores da revista A ordem e do Centro Dom Vital, instituições que representavam os intelectuais católicos na primeira metade do século XX. No Recife, Manuel Lubambo foi um dos principais defensores da recatolização e dos debates com os letrados portugueses. Antônio Sardinha foi um dos intelectuais mais influentes na obra de Manuel Lubambo, apresentando as propostas do Movimento Integralista Lusitano e da Restauração Católica e monárquica em Portugal.

O Pensamento Conservador de Manoel Lubambo

Atuante entre os movimentos autoritários em Pernambuco, Manoel Lubambo guardou particularidades que nos chamaram atenção. Defensor do discurso de retomada das relações políticas entre Brasil e Portugal, acreditava que a colônia foi o período de maior desenvolvimento econômico, política e social para o país. Em seus textos, destacou a necessidade de se compreender as origens do povo brasileiro, que se enfraqueceu com o republicanismo, por sua aproximação com as práticas laicas.

Também influenciado pelas obras de Sílvio Romero, Alexandre Pope, Tristão de Ataíde, Tobias Barreto e Charles Maurras, Manoel Lubambo se destacou no trabalho com a imprensa que defendia as relações corporativistas e as características medievais para as nações que buscavam a formação de uma identidade religiosa[2]. Em seu primeiro texto publicado na Revista do Norte, o intelectual questionou sobre a existência do conceito de povo brasileiro, a exemplo de outras nações como a Espanha, Inglaterra e México. Em seu artigo, afirmou que o brasileiro ainda necessitava da formação cultural e social, destacando a inexistência de “um espírito ou uma physionomia caracteristicamente nossa, não temos costumes nossos, não temos arte”[3].

Para Manoel Lubambo, o principal exemplo de arte era o barroco, por expressar o germe da cultura no Brasil. A arte colonial foi bem enfatizada nas obras de Manuel Lubambo, defendendo uma pureza em seu formato, haja vista, sua relação com a religiosidade. Para o autor, a defesa da independência política realizada por alguns pensadores no início do século XX não significava soberania nacional. Em seus escritos, defendeu que:

O Brasil colonial – na uniformidade de linhas de sua architectura, na cor da sua religião, no seu espírito ancioso de emancipação, no rythmo todo de sua vida – parece que possuía qualidades mais fortes de nação do que este pobre e mutilado Brasil de hoje. […] Independencia politica não dá feição a povo nenhum. E há certos povos, privados de liberdade […] que merecem mais honestamente foros de cidadania do que outros que possuem hymnos, exercitos, armadas, berrantes cores nacionaes, mas não possuem caracter[4].

A simpatia do letrado com o passado colonial despertou admiradores em Portugal. Durante a sua trajetória política e jornalística, Manoel Lubambo dialogou com o movimento de Restauração Católica Lusitana, debatendo propostas que defendiam o conservadorismo e a manutenção da ordem social a partir da religiosidade. Editor do jornal Fronteiras, em vários artigos demonstrou entusiasmo com a obra do intelectual português e pelo sistema político do país ibérico antes da Proclamação da República em 1910. Defensor da Monarquia de Dom Afonso II, a qual tinha como lema os “Braços do Reino, o clero, a nobreza, o povo”, o jornal Fronteiras trazia notícias diárias sobre o cotidiano da “Família Real Portuguesa e do Brasil”[5].

Além de Antônio Sardinha, Manoel Lubambo também manteve diálogos com Luís de Almeida Braga, Hipólito Raposo, Alberto Monsaraz e Fernando Campos, que defendiam a monarquia tradicionalista e o corporativismo no país lusitano. À medida que o pensamento republicano se fortalecia, movimentos político-religiosos foram ganhando força, surgindo grupos políticos em instituições de Coimbra, Porto e Lisboa, que reivindicavam soluções para as problemáticas sociais que se alastravam desde o final do século XIX[6]. A Universidade de Coimbra foi um centro de discussões políticas nas primeiras décadas do século XX. Procurada por estudantes de vários países, a instituição recebeu jovens brasileiros que buscavam a formação no curso de Direito. Os debates travados na escola jurídica tiveram ressonância na Faculdade de Direito do Recife, embalando os debates de seus membros em espaços de sociabilidade da capital pernambucana[7].

As notícias da República portuguesa circulavam no Recife, animando os defensores das ideias religiosas e chamando atenção dos letrados que defendiam as relações monárquicas por sua proximidade com a Igreja. A revista Brasil-Portugal, que contou com a colaboração de pensadores luso-brasileiros, foi um dos periódicos que divulgou os movimentos políticos na Península Ibérica. Após 05 de outubro de 1910, a revista passou a publicar textos criticando o sistema político recém implantado no país. Na edição de março de 1914, foi anunciada a anistia de alguns monarquistas em Portugal. Para os editores:

[…] o dia 22 do corrente foi de alegria em muitos lares portuguezes. Abriram-se, finalmente, as prisões, soltaram-se os presos políticos, está, emfim, em liberdade uma grande parte da melhor gente de Portugal, d’aquella que, dentro dos princípios políticos que professa, mais se interessa pelo bem-estar da pátria, da que é mais capaz de luctar, de soffrer, de se sacrificar por um ideal a cuja sombra a terra portugueza se desenvolveu, prosperou e attingiu o apogeu das maiores glorias. Foi muito longe no caminho das perseguições o actual regime [República]; tão longe que, quando os seus mais obscuros, mas também mais dedicados defensores perceberam que tinham sido enganados por uma rhetorica leviana, balofa e cruel, onde abundava o epitheto de traidor applicado áquelles que batalharam por um ideial político e entre os quaes havia muitos que em defeza da pátria mais de uma vez tinham arriscado a vida […][8].

Dirigida por defensores da monarquia e das relações do político com o religioso, a revista Brasil-portugal identificava os participantes do movimento republicano como traidores da nação e da religiosidade. Contanto com a colaboração efetiva do Padre Álvares de Almeida, e os intelectuais Antonio do Valle e Sousa, Cunha Bellem, Severim de Azevedo, Ferreira Mendes, Jorge de Menezes, Nunes de Freitas e Maria O’neilt, o periódico foi referência para alguns letrados no Recife. Circulando na cidade entre o final do século XIX e a década de 1930, Manoel Lubambo foi leitor assíduo do período, utilizando-se de algumas ideias em suas publicações no Brasil. Tais debates representavam os diálogos para o fortalecimento da fé e do comprometimento dos católicos com as questões políticas em Portugal e no Recife. O comprometimento político dos homens das letradas católicos foi a principal temática da Carta Pastoral de Dom Sebastião Leme ao assumir a Arquidiocese de Olinda em 1916. O texto destacou a necessidade de uma ação ofensiva entre intelectuais e eclesiásticos para a restauração social no Brasil, que deveria ser fundamentada na religiosidade, nacionalismo e na moral [9].

Nesse momento, eram divulgadas nos jornais do Recife as notícias sobre a crise política e econômica portuguesa. Nos primeiros meses de 1917, o Diario de Pernambuco divulgou informações sobre a falta de cereais no país ibérico, destacando as conturbadas relações entre a população e o governo republicano. Em 22 de maio de 1917, o jornal trouxe notícias sobre os assaltos realizados por manifestantes à busca de alimentos. A edição enfatizou que os “populares assaltaram […] as padarias de meceanas, causando damnos avultados”[10]. Com a falta de alimentos, setores organizados passaram a reivindicar soluções governamentais, a exemplo dos operários da construção civil, que no dia 15 de julho entraram “em greve reclamando o augmento de 70% nos seus salários”[11], como uma tentativa na melhoria das condições sociais.

No momento de crise, a fé se apresenta com aglutinadora do sentimento de esperança. Os ensinamentos católicos traduziam a necessidade dos homens de se apegarem às palavras divinas, com o objetivo de vencer momentos conturbados. A crise político-social em Portugal se alongava desde o final do século XIX, intensificando-se durantes a década de 1910. Foi nesse instante, que as aparições de Nossa Senhora de Fátima às crianças Lúcia, Francisco e Jacinta trouxeram novas expectativa para aqueles que reclamavam com a falta de cereais, o medo pelo crescimento do comunismo e o mundo em guerra.

As aparições da Santa, revelada em 13 de maio de 1917, representavam a reafirmação religiosa dos portugueses. Com significados contrários a “desordem” política daquele momento, a imagem de Nossa Senhora de Fátima foi traduzidas por alguns conservadores republicanos como o anúncio de “novos tempos”. Tais discursos se apresentaram como solução para a crise em Portugal, liderados por intelectuais e eclesiásticos que se afirmavam na autoridade de pensar o melhor caminho para o fim das tensões sociais. Para Pierre Bourdieu, as falas autoritárias dos representantes da Igreja refletem suas ações ao impor o “reconhecimento do seu monopólio”, assumindo assim, a autoridade de traçar os caminhos para a salvação daqueles que a seguissem[12]. Nesse sentido, compreendemos as aparições de Nossa Senhora de Fátima como uma nova perspectiva para os fiéis no século XX em Portugal.

No Recife as homenagens a Nossa Senhora de Fátima se fortaleceram com a construção do seu primeiro santuário. Edificado em 1935, nas instalações do Colégio Nóbrega dos Jesuítas, lugar onde a intelectualidade conservadora se reunia para os cultos católicos e a sociabilização de ideias voltadas para a formação de uma neocristandade. O local era referência na cidade, mantendo a circulação do jornal doutrinário A Voz do Nóbrega, estimulando o diálogo entre os membros da União Católica dos Militares e as Congregações Marianas do Recife [13].

A expulsão dos jesuítas do país ibérico após a Proclamação da República contribuiu para a difusão da religiosidade lusitana no Brasil. Em 1910, membros da Companhia de Jesus se exilaram no país, atraídos pela língua em comum, a estrutura cultural portuguesa formada no Brasil e os diálogos religiosos já travados com os intelectuais de diversas regiões. No entanto, quando aqui chegaram encontraram um Brasil com características religiosas diferenciadas, havendo a militância de alguns religiosos para restaurar a antiga ordem social do período colonial[14]. O culto a Nossa Senhora de Fátima, assim como, a organização do Colégio Nóbrega e posteriormente da Faculdade de Filosofia Manuel da Nóbrega são exemplos dos resultados dos diálogos entre portugueses e brasileiros no Recife.

Os debates entre portugueses e intelectuais no Recife proporcionaram o desenvolvimento de uma ação intelectuais lusitana na cidade. Na Rua do Imperador Pedro II, o Real Gabinete Português de Leitura era frequentado pela elite pernambucana que se informava sobre o desenvolvimento político no país ibérico. Ao término dos debates, alguns letrados continuavam suas discussões no Café Lafayette, a poucos metros do Gabinete. No espaço, portugueses e brasileiros conservadores debatiam sobre o projeto da Igreja, expandindo suas ideias sociais junto à população pernambucana.

Colaborando com a formação e difusão do pensamento conservador, Manoel Lubambo se utilizou da aproximação com o jornalismo para divulgar suas ideias. Entre as atividades, destacou-se no meio intelectual com o jornal Fronteiras. Sendo considerado o verdadeiro jornal da direita, Fronteiras refletia o espírito dos intelectuais à brasileira, homens das letras, ligados ao jornalismo, engajados na política e defensores da construção de uma ordem social cristã[15]. Em entrevista sobre o periódico em 1936, Lubambo destacou a validade da circulação de um jornal de “programma decisivo de combate ao extremismo e de defesa orthodoxa das idéas da direita”. Para o pensador:

Que pretende Fronteiras? Apenas isto: ser um vehiculo das idéas de direita. Como sabe, não temos nenhum authentico jornal de direita, em Pernambuco. Dos que se reclamam das nossas idéas, uns se annullam, sob o peso das conveniências pessoaes, ou, para repetir a expressão de Leão XIII, da “sabedoria da carne”, outros, sem independencia material, vivem ao sabor dos seus financiadores, ostentando sobre as idéas e os homens as opiniões mais descompassadas. […] Orgão das direitas, o primeiro trabalho de Fronteiras será o de concorrer para o saneamento das idéas. Sobre a necessidade desse trabalho creio que não haverá duas opiniões. Para repetir a velhíssima verdade, é preciso dizer que no começo está o verbo. “Quereis refazer um Estado ou restaurar uma nação?” […] Agindo sobre as idéas, queremos pôr em circulação velhas noções experimentadas pelo tempo: ordem, hierarchia, auctoridade, nação, a legitimidade dos bens de fortuna, a sacralidade da família[16].

A sacralização sócio-política foi uma das principais defesas de Manoel Lubambo. Integrante da Congregação Mariana da Mocidade Acadêmica, Lubambo compôs a interventoria de Agamenon Magalhães, levando sua experiência conservadora para a formação do pensamento do Estado Novo em Pernambuco. Inicialmente integrou a comissão responsável por indicar os livros subversivos a serem apreendidos pela Superintendência do Serviço de Repressão ao Comunismo. Também faziam parte deste órgão Arnóbio Graça, vereador integralista, Andrade Lima Filho, chefe provincial integralista no Recife, José Maria Carneiro de Albuquerque Melo e Arnóbio Tenório Wanderley. Convidado pelo governado assumiu a Secretária da Fazenda (1937-1939), no entanto, insatisfeito com o desenrolar do movimento de combate aos mocambos, entregou o cargo por não se identificar com as mudanças estruturais na cidade. Os meios promovidos para a higienização dos principais espaços da cidade foram criticados pelo secretário, haja vista, a retirada forçada de alguns morados da região central do Recife.

Descontente com o desenrolar da política pernambucana, o intelectual passou a dialogar com o Estado Novo de Alberto Salazar em Portugal. Com a propaganda de uma política forte e de afinidades com a Igreja Católica, Lubambo identificou no governo ibérico as necessidades políticas que defendia no Estado, tendo como particularidade suas defesas monárquicas. Por sua admiração à política portuguesa, foi convidado a pronunciar várias conferências no Real Gabinete Português de Leitura no Recife, mantendo amizade com Manuel Anselmo, cônsul lusitano em Pernambuco. Sua relação com alguns intelectuais lhe rendeu o convite para compor a administração lusitana, no entanto, doente, faleceu no Real Hospital Português de Beneficência no Recife em 1943, antes de realizar a viagem para assumir o cargo.

Os diálogos transoceânicos entre intelectuais conservadores portugueses e letrados no Recife demonstraram as possibilidades de investigação de parte da História das Ideias no mundo Atlântico. Pensadores como Manoel Lubambo representavam as discussões que buscavam uma nação baseada na tradição católica e a formação de um Estado forte e intervencionista, influenciado por movimentos políticos portugueses do início do século XX. Os diálogos entre intelectuais em Portugal e no Recife foram fundamentais para o projeto da Igreja Católica, que se fortaleceu no período entre guerras, buscando a construção de uma neocristandade. O tradicionalismo católico dos pensadores aqui destacados demonstrou a relação da intelectualidade das primeiras décadas do século XX com a direita política, criticando os discursos da esquerda que chegavam ao Brasil com os operários das cidades que se modernizavam. Tais discussões demonstram o fértil campo para as pesquisas sobre a intelectualidade no Mundo Atlântico no período contemporâneo.

Referências:

AZEVEDO, Ferdinand. A Missão Portuguesa da Companhia de Jesus no Nordeste 1911 – 1936. Recife: FASA, 1986.

______. Resgatando a Vida e as Obras de Manoel da Costa Lubambo. Recife: FASA, 2006.

BOURDIEU, Pierre. Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2001.

GOBBI, Márcia Valéria Zamboni et. al. (Org.) Intelectuais Portugueses e a Cultura Brasileira: depoimentos e estudos. São Paulo: UNESP / Bauru: EDUSC, 2002.

HOMEM, Amadeu Carvalho et. al. (Org.) Progresso e Religião: A república no Brasil e em Portugal (1889 – 1910). Coimbra: EDUFU, 2007.

LEME, Dom Sebastião. Carta Pastoral Saudando a sua Archidiocese. Petrópolis: Typ. Vozes de Petrópolis, 1916.

MARTINHO, Francisco Carlos Palomanes; PINTO, António Costa. (Org.). O Corporativismo em Português: Estado, política e sociedade no salazarismo e no varguismo. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

MICELI, Sergio. Intelectuais à Brasileira. Rio de Janeiro: Cia das Letras, 2001.

MOURA, Carlos André Silva de. Fé, Saber e Poder: os intelectuais entre a Restauração Católica e a política no Recife (1930 – 1937). 2010. 161 p. Dissertação (Mestrado em História Social da Cultura Regional). Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura Regional, UFRPE, Recife, PE, 2010.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das Raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870 – 1930. São Paulo: Cia das Letras, 2008.

VILLAÇA, Antônio Carlos. O Pensamento Católico no Brasil. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1975.


* Mestre em História Social da Cultura Regional pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. E-mail: casmcarlos@yahoo.com.br

[1] HOMEM, Amadeu Carvalho et. al. (Org.) Progresso e Religião: A república no Brasil e em Portugal (1889 – 1910). Coimbra: EDUFU, 2007. p. 23.

[2] AZEVEDO, Ferdinand. Resgatando a Vida e as Obras de Manoel da Costa Lubambo. Recife: FASA, 2006. p. 52.

[3] LUBAMBO, Manoel. Caracter. Revista do Norte, Recife, p. 31, n° 02, ago. 1926.

[4] Ibidem

[5] AZEVEDO, 2006, p. 53.

[6] HOMEM, 2007, p. 419.

[7] SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das Raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870 – 1930. São Paulo: Cia das Letras, 2008. p. 155 – 169.

[8] Notas da Quinzena. Brasil-Portugal, Lisboa, p. 34, n° 363, 01 mar. 1914.

[9] Cf. LEME, Dom Sebastião. Carta Pastoral Saudando a sua Archidiocese. Petrópolis: Typ. Vozes de Petrópolis, 1916.

[10] A crise econômica em Portugal. Diario de Pernambuco, Recife, p. 01, 22 mai. 1917.

[11] Agitação operaria em Portugal. Diario de Pernambuco, p. 01, 16 jul. 1917.

[12] BOURDIEU, Pierre. Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2001. p. 58.

[13] AZEVEDO, 2006, p. 55.

[14] AZEVEDO, Ferdinand. A Missão Portuguesa da Companhia de Jesus no Nordeste 1911 – 1936. Recife: FASA, 1986. p. 13.

[15] Cf. MICELI, Sergio. Intelectuais à Brasileira. Rio de Janeiro: Cia das Letras, 2001.

[16] LUBAMBO, Manoel. Fronteiras é o Jornal dos Intelectuais da Direita. Fronteiras, Recife, p. 10, jan. 1936.