ISSN 1807-1783                atualizado em 30 de agosto de 2007   


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Deixe de Conversa! - Uma análise histórica sobre a autoridade feminina potiguar contemporânea e a construção do mito do “Caba Bom”

por Paulo Milhomens


Índia Potiguara
Eliane Potiguara
Nova pagina 1

Sobre a expressão "Deixe de Conversa!"[1]

Sobre o autor[2]

O mito é uma história sempre mais cheia de vida quanto mais se repete.

Ellias Canetti

A priori, quando resolvi debruçar-me sobre este trabalho, levei em consideração minha recém-chegada ao Nordeste e os elementos culturais oriundos de outros estados em que residi. Trata-se de uma análise complexa, abrangente, já enfatizada em outros trabalhos de cunho antropológico/sociológicos. Embora pensadores vanguardistas como Gilberto Freire[3] já tenham iniciado um estudo peculiar sobre a família brasileira nordestina a partir do núcleo da Casa-Grande e Senzala, ou propostas integracionistas do tronco afro-indígena em Darcy Ribeiro[4] e a formação das identidades regionais, a proposta de observação e proposição acerca da natureza feminina potiguar, baseia-se na contribuição de uma mentalidade presente (a autoridade da mulher potiguar no elemento família) como a justaposição à liderança masculina nesta sociedade. Tenho como fundamento, minha observação dedutiva (geral) e indutiva (particular), tomando como base aspectos comportamentais gerais de mulheres potiguares residentes no Natal e outros municípios. Considero, como análise fundamental, os pressupostos de empiricismo como medida de constatação, posteriormente verificando a proposição científica que deverá assemelhar-se (em tese) aos conceitos defendidos por propostas similares ao estudo de gênero no nordeste.

“Deixe de conversa!”

Utilizo como título, uma frase comum à linguagem potiguar, mas também verificada em regiões do interior, construções da ‘fala’ popular local designando símbolos e códigos referentes a determinados tipos de situações cotidianas e/ou sociais. O corpo social objetivado pelo autor está situado no Nordeste do patriarcas. A figura do homem como administrador dos negócios familiares constitui historicamente seus limites nas práticas domésticas, a qual sua formação machista impôs limites, derivando na justificativa de afirmação feminina o empreendimento no núcleo central da ‘Casa-Grande’. Seria uma mentalidade sexista supor “apenas” que os papéis sexuais no Nordeste – de uma maneira geral – estivessem condicionando estaticamente mulheres e homens a atividades hierárquicas. Embora a ideologia colonial esteja presente mesmo nas sociedades urbanas brasileiras, os resultados da contra-cultura[5] permitiram este debate. A própria situação das capitais litorâneas do Nordeste – sobretudo a cidade do Natal – durante a Segunda Guerra[6] e o período de contestação das políticas afirmativas de gênero, criaram as condições necessárias para o estudo das mentalidades enquanto papéis sexuais fixos. Porém, este trabalho têm como objetivo constatar a construção do mito do “caba bom”. Ou em linhas gerais: o homem macho. A terminologia “caba macho” não é uso exclusivo da cultura nordestina, é usurfruto da miscelânia portuguesa nas várias regiões do Brasil, sobretudo do Norte e Nordeste. Mas no Rio Grande do Norte, essa expressão adquire níveis afirmativos de um estereótipo masculino: a virilidade. A própria incapacidade de homem potiguar na construção antropológica de um ser mais sensível socialmente, traduz-se na redução dos papéis administrativos do lar, onde se torna menos participativo e, conseqüentemente, excluído pela mulher no exercício da organização familiar em vários aspectos (decisões de compra e venda, controle de finanças e autogestão das idéias – a melhor escola para os filhos, círculo social, viagens,etc.). “Deixe de conversa!”. Até nas relações afetivas o controle feminino ganha contornos democráticos e paradoxalmente autoritários – resposta direta à força física do homem – na resolução dos problemas que ameacem a estabilidade do núcleo familiar, chegando até a punir e consentir com “práticas” masculinas ditas “naturais” à “safadeza” de seu sexo.

A construção do mito

Devemos levar em conta a grandiosidade geográfica da expressão “caba bom” e “caba macho”[7]. Sua construção histórica na própria tradicionalidade contextual potiguar, enquanto um estado de arquétipo do homem potiguar[8] contemporâneo. O presente estudo visa analisar a estrutura familiar presente, e conseqüentemente o poderio feminino nas entrelinhas e sua ascensão social. O antigo sistema colonial português por base no trabalho escravo africano e indígena, constitui as matrizes agrárias do servilismo feminino (as mucamas amamentadoras e amantes dos senhores) dentro da hierarquia nas grandes propriedades rurais de monocultura, sobretudo nos séculos XVIII e XIX, período de consolidação da cultura cafeicultora no mercado externo[9]. As relações econômicas interferem diretamente na estrutura do domicílio patriarcal, favorecendo determinadas lacunas no sistema familiar. O homem cuida dos negócios externos (comércio e assuntos relativos à fazenda), ao passo que sua ausência é substituída pela matriarca, uma construção histórica do que conhecemos como ‘governanta’, justificativa lógica da autoridade marital. Como não há possibilidade do embate físico[10], outras estratégias de sobrevivência e manutenção vão sendo criadas, conforme as circunstâncias do ‘mando’, o alicerce maior da senhora do café e/ou engenho com a criadagem posta a serviço na propriedade – obedecendo regras, evidentemente – mas absorvendo posições de controle, criando um corpo domiciliar institucional. Trata-se de um poder balanceável, medido, de apropriações subjetivas (até agregando elementos religiosos na sua formação) e tangenciadas. Não é o poder central – tanto no Brasil escravocrata quanto nos dias atuais – , porém, interfere direta e indiretamente nas relações hierárquicas instaladas sob um viés sexista (adaptando-se a este).

Estamos falando de um mito construído com ajuda das mulheres potiguares pós-modernas. O garanhão, o viril, a voz empostada na rua, o andarilho noturno dos cabarés com luzes vermelhas, o torcedor famigerado do América e ABC (clubes de futebol da capital). Aquele a qual a mácula do macho provedor precisa ser mantida, mesmo que não o seja. Tomando como pressuposto a frase: “Uma mentira repetida várias vezes, torna-se verdade”. Isso vai de encontro a problemática deste estudo na sua constatação maior. Essa forma de poder não desaparece, mas é levada a crer na sua onipotência, ao passo da legitimidade feminina colocar-se como uma estrutura mediadora, necessariamente circunstancial, como podemos constatar em Foucault (1993):

A partir do momento em que há uma relação de poder, há uma possibilidade de resistência. Jamais somos aprisionados pelo poder: podemos sempre modificar sua dominação em condições determinadas e segundo uma estratégia precisa.

(Michel Foucault, Microfísica do Poder, p.241.)

Este conceito aplica-se nas relações de gênero potiguar em questão, sobretudo nos parâmetros afetivos heterossexuais – o núcleo normativo institucional cristão-ocidental. O estudo perpassa pela organização matrimonial do stablishement oficial, onde seria mais apropriado enfatizar as cobranças sociais referentes à mulher procriadora e administradora das relações alter-domésticas. Neste caso, é fundamental fazer o homem potiguar acreditar na sua importância (ela de fato existe) jurídica – aos olhos do Estado de Direito – respaldado pelos tendões de Aquiles de sua companheira[11]. Crer na própria imagem – particularmente externa no social – configura os desejos cotidianos, os elementos “mundanos” eróticos, a autorização poligâmica de consentimentos vários. Trata-se de uma invenção antropológica, bastante reduzida ao critério do clichê, principalmente se estivermos cúmplices no mesmo seio doméstico. Ele pode até falar alto (como a maioria dos homens norte-rio-grandenses) e expor publicamente sua autoridade. No entanto, não é capaz de argüir com a multi-facetada organização do parlamento feminino. Essa analogia com o sistema de governo monárquico-parlamentar contemporâneo soa plausível. A rainha reina, mas não governa. O parlamento decide através do primeiro ministro. De fato é essa a constatação? Uma autoridade imagética fisicamente vantajosa, mas psicologicamente reduzida pelas dinâmicas culturais existentes?. “Deixe de conversa!”. Pensemos na lógica da imaginação e suas correspondentes modalidades, vistas em Chauí (2004):

Imaginação irrealizadora, que torna ausente o presente e nos coloca vivendo numa outra realidade que é só nossa, como no sonho, do devaneio e no brinquedo. Essa imaginação tem forte teor mágico.

(Marilena Chauí,Conformismo e resistência: aspectos da cultura popular no Brasil, p.146.)

Percebemos como a construção dá-se pelos métodos de conquista no gênero. Até a permissão no patamar viril alterca idéias do elemento feminino nas relações sociais. Evidentemente, esta análise se aplica a todo o Nordeste, o que daria outra verticalidade no trabalho, interessantemente numa etapa posterior. As possibilidades de controle desta ‘matriarca’ também aparecem na relação ‘materna’. A relação mãe/filha na cultura norte-rio-grandense é outro traço preponderante. Quando falamos em dinâmicas culturais de poder pátrio, a sustentabilidade do universo feminino é mantida pelo elo cultural da sobrevivência, mesmo com as conseqüências da formação educacional masculina. Este “ethos” de mulheres justapõe o patamar da liderança imaginária do líder pátrio – conforme vimos anteriormente – , fortalecendo laços culturais apoiados num viés machista, acarretando essa divisão senhorial de mulheres sobreviventes, consciente ou inconscientemente coniventes com o alicerce do “caba macho”. É bom que se faça acreditar (ele) na masculinidade, na tradicionalidade e efeito do “caba bom”. Até as mais remotas lendas acerca da valentia sertaneja do cangaceiro Lampião, segundo ditos da Tradição Oral, revela uma submissão de vontades à Maria Bonita, sua companheira[12]. Ora, seria ingenuidade de nossa parte, acreditar num possível papel “limitado” das mulheres no cangaço. E este “caba bom” (possuidor de várias amantes, “macho”, procriador incondicional, torcedor do América ou ABC, ausente do lar por razões educacionais, de voz empostada e rígida) “se abre”[13] de contentamento (talvez por não perceber a farsa existente em seu redor). Mas curiosamente, há uma necessidade constitutiva desse sistema, tornando as especulações acerca do tema – incapaz de chegar a teses definitivas – instigantes, revelando um caráter engenhoso (e árduo) da posição social e familiar da mulher norte-rio-grandense, tomando como base toda a cultura nordestina.

Feminilidade como conduta política e afirmativa (ou neo-feminilidade?)

Tomando como exemplo o filme de Pedro Almodóvar[14], “Volver” (2006), contextualizada na história de mulheres residentes em Madri, mas vinculadas a uma vila próxima, chamada La Mancha , de onde descendem os parentes mais antigos. Raimunda (Penélope Cruz) e Soledad (Lola Dueñas) são irmãs que trabalham arduamente para o auto-sustento e cuidados com uma tia idosa, de nome Paula. O marido de Raimunda está desempregado e a filha em plena adolescência. Soledad trabalha em seu salão de beleza ilegal, vivendo sozinha desde que o marido foi embora com uma cliente. Neste breve resumo, teríamos um roteiro cinematográfico bastante previsível. Almodóvar trabalha neste filme exclusivamente com personagens femininas, reduzindo papéis masculinos ao elemento óbvio: o homem macho desvinculado dos dramas afetivos na história de suas mulheres. A idéia de Almodóvar consiste em visualizar o lado sobrevivente da mulher em sua idealização artística. A população de La Mancha traz consigo um histórico de insanidade mental, provocado por fatores climáticos – através da lógica do filme – oriundos desta região, com incêndios constantes. Curiosamente, os homens de La Mancha falecem mais cedo, gerando um contingente de viúvas no povoado que passam a dividir a solidão como mecanismo afirmativo (as mulheres da região desenvolvem diversas atividades coletivas, um ambiente de cuidados mútuos e cotidianos). A busca por similitudes na história de Almodóvar seria mera observação, se não levássemos por base as diferentes estratégias políticas afirmativas da mulher em determinados meios culturais. Em La Mancha , a solidão das viúvas e mães solteiras é amenizada por atos simbólicos de convivência afetiva, com visitas de apoio entre as mulheres da vizinhança. Estamos falando de uma região situada no centro-oeste de Espanha. A figura do “hombre macho” modifica certos traços do “caba macho”, quando falamos em tempo, lugar e espaço. Os referenciais são outros, mas a idéia de afirmação do sexo é a mesma. A luta continua em língua e espacialidades distintas. O Rio Grande do Norte conserva a tradição da onipotência masculina. O filme de Almodóvar exibe mulheres sobrevivendo sem homens em determinadas etapas de suas vidas, algo verificado em várias culturas ocidentais pelo mundo. Porém, aqui as mulheres assumem o espírito da sertaneja combatente e da curiosa litorânea, trazendo em sua formação cultural e psicológica novos elementos exógenos favorecidos pela geografia. Podemos dizer que sua existência árdua (assim como em Castella) perpetua-se por sua neo-feminilidade – uma conduta de política afirmativa.

O presente estudo visa uma contribuição histórica acerca da autoridade feminina, não propondo estabelecer rupturas, tampouco o vanguardismo lúdico dos aspirantes na ciência. Uma questão de curiosidade, para ser mais exato. O que nos estimula a continuar investindo no tema.

REFERÊNCIAS

ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.

BRESCIANI, Maria Estella Martins. A mulher no espaço público. (Org.). Revista Brasileira de História – Órgão da Associação Nacional dos Professores Universitários de História (ANPUH). São Paulo: Marco Zero, vol.09, nº 18, agosto de 1989/ setembro de 1989.

CHAUI, Marilena. Conformismo e resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense,1994.

FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1998.

FREIRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala. Rio de Janeiro: Record, 2002.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1993.

JÚNIOR, Caio Prado. História econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1998.

LASCH, Christopher. A mulher e a vida cotidiana: amor, casamento e feminismo. LASCH-QUINN, Elisabeth. (Org.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.

MUSUMECI, Bárbara Soares. Mulheres invisíveis. São Paulo: Civilização Brasileira, 1999.

NOVINSKY, Ilana W. Heresia, mulher e sexualidade (Algumas notas sobre o Nordeste Brasileiro nos séculos XVI e XVII). Artigo (Vivência, história, sexualidade e imagens femininas). BRUSCHIANI, Maria Cristina A. & ROSEMBERG, Fúlvia. (Orgs.). Editora Brasiliense: São Paulo, 1980.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1997.

SANTOS, Lígia Pereira dos. Histórias do corpo negado. Uma reflexão educacional sobre gênero e violência feminina. Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)/ Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Programa de Pós-Graduação em Educação (Tese de Doutorado), Natal, 2005.



[1] Expressão comum em todo o Nordeste. No Rio Grande do Norte designa indignação ou suspeita, por intermédio da exigência confirmativa. O pesquisador potiguar Luís da Câmara Cascudo é fonte obrigatória para os estudos concernentes à formação filológica nesta unidade federativa.

[2] Licenciado em História pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

[3] Ver:. FREIRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala. Rio-São Paulo: Record, 2002.

[4] Conceito discutido pelo antropólogo Darcy Ribeiro em seu livro “O Povo Brasileiro”. Porém, há uma nota introdutória no livro de Freire, escrita por ele (reedição mais recente), contemplando o mesmo tema.

[5] Com o processamento dos movimentos de direitos civis pela igualdade de gênero e políticas para a mulher, iniciados com vigor na década de 1960-1970, foi possível promover mudanças na estrutura tradicional pelas discussões acerca da liberação feminina, frente ao modelo machista colonial do país.

[6] A cidade do Natal, capital do Rio Grande do Norte, passou por uma profunda transformação cultural promovida pela implantação de uma base militar estadunidense durante o período da Segunda Grande Guerra (1939-1945), e processando a partir desta época, uma assimilação de novos elementos na cultura norte-rio-grandense pela influência estrangeira.

[7] A alusão da expressão “caba”, deriva de ‘cabra’, gíria de associação étnica. A palavra é encontrada nos usos e costumes do Brasil colonial, aludindo a miscigenação pela tonalidade da pigmentação. O cabra (mulato, ou filho de “mula”) designa um indivíduo mestiço, apresentando características peculiares no seu fenótipo. Entende-se como um outro tipo, sub-dividido na mentalidade racista da época, perdurando no imaginário brasileiro.

[8] A palavra “potiguar”, significa no dialeto Tupi (por ascendência lingüística mais próxima) “comedor de camarão”.

[9] Sobre este tema, abordando diretamente a economia brasileira no século XIX, verificar os estudos de Caio Prado Jr. (historiador) e Celso Furtado (economista), base para muitos cientistas da atualidade.

[10] Tomo como base, a tese exposta por Maria Helena Guerra e Carlos Byington em recente programa televisivo (Café Filosófico, março de 2007) sob o mito de “Eva e Pandora” nas culturas grega e judaico-cristã. Como nas duas culturas, a mulher exerce um papel de responsabilização dos males terrenos conforme a interpretação de justificativa de controle, a força física e a gestação são dois elementos onde o homem adquire vantagem de poder. Neste caso, nos cabe dizer que o corpo da mulher está sujeito a transformações biológicas que as deixam fisicamente mais vulneráveis, levando-se em consideração a maior força do homem nos aspectos orgânicos e a durabilidade do tempo na sua sensibilidade orgânica.

[11] Essa analogia reflete a própria mentalidade feminina na educação pátria, conforme a assimilação cognitiva dos valores morais e religiosos auxiliam determinado sistema de vantagens de um sexo sobre outro.

[12] Estudos sobre as relações de poder no cangaço constituem um vasto campo de pesquisa em todo o mundo. Na Tradição Oral, as estórias populares sobre Lampião e Maria Bonita encontram farto material na Literatura de Cordel, inclusive abordando temas amorosos.

[13] Gíria local potiguar (também encontrada em outras regiões do Norte e Nordeste do país) denotativa ao estado de bom humor. Ex: O “caba” se “abre” de tanto rir.

[14] Cineasta espanhol, conhecido por seus filmes focados no universo feminino enquanto enredo e estilo. É o mais famoso diretor de cinema de Espanha depois de Luis Buñel. “Volver” (Voltar) é seu filme mais recente.