Dante Alighieri e a nobreza intelectual: a defesa da vida contemplativa como
virtude suprema do homem, por Gabriel Ferreira de Almeida Paizani.
Dante Alighieri
(1265-1321) conviveu em uma Florença marcada por múltiplos conflitos entre
facções políticas internas e percebendo essas questões com grande desgosto
tornou-se um defensor da vida política ativa. Os embates entre as teorias
teocráticas de poder, especialmente entre as propostas por Filipe IV e Bonifácio
VIII, bem como a movimentação de Henrique VII pela Itália, criaram as condições
para a composição dos tratados Convivio (1304) e Monarchia (1312-1313). Ao
justificar a necessidade da Monarquia temporal, Dante recorre à legitimação do
poder Imperial e a predestinação do Império conferida pela divindade, a partir
disso, o objetivo desse artigo é elucidar e afirmar, portanto, que é perceptível
a relação que se estabelece entre Deus e o Monarca universal, simbolizando antes
uma teoria de "nobreza" intelectual, que somente um argumento para fundamentar a
distinção dos poderes.
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A "Hespanhola" em Sergipe de 1918 e seus impactos sobre a estrutura sanitarista
do Estado, por
Jonas José de Matos Neto e Luana Silva Bôamorte de Matos.
O objetivo central
deste artigo é apresentar a epidemia da "gripe espanhola", no ano de 1918, e
seus impactos sobre estrutura dos serviços de saúde pública de Sergipe. Para
isso, fizemos o uso da dissertação do médico Antônio Samarone, de trabalhos
sobre a situação da saúde pública em Sergipe durante o período e de obras que
tratam da história da epidemia em outros locais.
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Amor ao mundo em Albert Camus e Hannah Arendt, por Ricardo Vieira Vaz.
Este texto tem como
finalidade refletir sobre o sentimento de amor ao mundo presente nas obras de
dois grandes pensadores do século XX: Albert Camus (1913-1960) e Hannah Arendt
(1906-1975). A viabilidade e a relevância de se discutir o amor ao mundo se
evidenciam quando levantamos questões relativas às maneiras de ser e de sentir
do indivíduo contemporâneo.
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A memória marcista e a cisão do partido liberal moderado mineiro n'O Universal
de Ouro Preto (1835-1836), por Ageu Quintino Mazilão Filho.
Através do mapeamento
e análise do periódico O Universal (1825-1842) de Ouro Preto, precisamente seus
números correspondentes aos anos de 1835 e 1836, juntamente com leitura de
bibliografia teórica e historiográfica acerca do tema, desde conceitos
operatórios até a peculiaridade da imprensa como fonte buscamos levantar alguns
dos motivos e argumentos que levaram à cisão do partido liberal moderado
mineiro, dentre os quais, a memória marcista - referente aos fatos ocorridos por
ocasião do conflito regencial de Minas Gerais: a Sedição de 22 de Março de 1833,
também conhecida como Revolta do Ano da Fumaça.
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O Paraná negro e a voz dos remanescentes de quilombos, por José
Alexandre da Silva e Maria Antônia Marçal.
No Estado do Paraná,
como nos outros Estados do Sul, durante muito tempo se acreditou que a
escravidão negra havia sido muito pouco significativa nestas regiões por terem
prevalecido as invernadas e fazendas de criação de gado que necessitavam de
muito menos mão de obra que os engenhos do Nordeste Açucareiro e as fazendas de
café da região Sudeste. Regiões onde prevaleciam a grande propriedade sustentada
pelo trabalho escravo, com produção destinada a abastecer o mercado externo e
abastecidas pela pecuária das províncias do Sul que configuravam economias de
abastecimento do mercado interno.
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I Congresso Internacional de Museologia: Sociedade e Desenvolvimento, por
Sandra C. A. Pelegrini.
O Museu da Bacia do
Paraná, vinculado a Universidade Estadual de Maringá (UEM), está comemorando 30
anos de sua fundação. Tal efeméride será abrilhantada com a realização do “I
CONGRESSO INTERNACIONAL DE MUSEOLOGIA: SOCIEDADE E DESENVOLVIMENTO”, cujo
objetivo principal está focado na promoção de conferências e debates sobre
questões candentes, tais como: a democratização dos museus e as funções sociais
de instituições dessa natureza. Além disso, buscará incentivar a participação da
sociedade nos processos de organização de museus e de construção de políticas
públicas e ações relacionadas à gestão dos museus, a preservação do patrimônio e
a inclusão social. O Museu concebido como espaço de memórias se constitui um
lugar privilegiado para o exercício da cidadania.
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