ISSN 1807-1783                atualizado em 16 de agosto de 2005   


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A chegada do cinema no Pará e a figura de Libero Luxardo

por Anderson M. B. Cavalcante


Máquina de projeção: 1915
Cortesia:Teatro Itália
Sobre o autor

 

 

 

 

 

 

 

Sobre o autor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No final do século XIX até as primeiras décadas do século XX, Belém e Manaus viveram um período de grande expansão econômica, baseada na economia gomífera. O enorme fluxo de capital gerado pelo comércio da borracha transformou a realidade social e cultural da região, uma das transformações sentidas foi o aumento da população, principalmente com a vinda de milhares de nordestinos para trabalhar na coleta do látex, ajudando no surgimento de um grande número de novos povoados, vilas e cidades com o intuito de comercializar a produção gomífera e fornecer alimentos aos extratores[1].

 

O aumento da população foi apenas uma das conseqüências da exploração da borracha. A riqueza gerada pela borracha provoca uma série de transformações nas duas cidades, Belém torna-se o local de uma elite que implanta novos hábitos e novas relações, todos copiados da Europa.

 

A economia da borracha determinou alterações acentuadas na estrutura social belenense. Surge então uma classe de homens políticos e burocratas formados por nacionais; os comerciantes, basicamente portugueses, os profissionais liberais geralmente de famílias ricas e oriundos das universidades européias. Esta era a composição da elite dominante[2].

 

O aparecimento de uma nova elite dominante e exigente, provoca uma série de mudanças no ponto de vista urbanístico, que dentro de uma política higienista, buscou fazer uma limpeza e modernização da cidade, esta limpeza também se caracteriza também por uma limpeza social, com o afastamento das classes menos favorecidas das áreas do centro da cidade, estas modificações atingiram seu ápice durante a administração do Intendente Municipal Antônio Lemos (1897-1910).

 

Antonio Lemos promoveu uma série de modificações, as quais atingiram diversos aspectos do espaço urbano e social. Sendo criadas várias medidas em relação ao saneamento e à saúde pública, como o Código de Posturas do município, a criação de redes de esgotos e a inauguração de um forno crematório. Essas mudanças refletiram também na remodelação estética da cidade.

 

É neste cenário de grande riqueza econômica, para um determinado grupo da sociedade local, provocada pela exportação da borracha e também pelas melhorias urbanísticas feitas por Antonio Lemos, que o cinema surge em Belém. Nesse início, predominavam as exibições em locais que não se destinavam exclusivamente à projeção de filmes, como os teatros[3].

 

Segundo Pedro Veriano:

“... deve-se ao espanhol Joaquim Llopis os presumíveis primeiros cinemas [locais exclusivos para exibição de filmes] de Belém”. Não por acaso, Llopis era um industrial da borracha e Ramon de Baños viera, em 1911, para supervisionar suas salas e filmar um documentário sobre o processo de fabricação da borracha, principalmente da fábrica de Llopis, afinal a nova companhia serviria para “atestar flagrantemente o nosso progresso”  [4].

 

Após esta primeira experiência de produção cinematográfica no estado do Pará feita por Baños, não teve pelo menos nas primeiras décadas do século XX, uma pessoa ou um grupo interessado em produzir filmes aqui no estado, uma das hipóteses para este desinteresse, poderia ser a dificuldade em conseguir mão-de-obra especializada, a aquisição de fitas, entre outros fatores, que aqui não cabe discutir, pois o objetivo principal não é este.

 

A partir de 1910, a exportação da borracha da Amazônia começa a entrar em declínio[5], devido a concorrência com a borracha da Ásia, porém a exibição de filmes em Belém não entra em declínio.

 

Em 1911 Belém contava com vários estabelecimentos que exibiam filmes. Dentre essses estavam o “Bar Paraense”, um espécie de casa de shows, cinema Nazareth, destinado exclusivamente a exibição de filmes, “Bar Americano”, que ficava na Batista Campos e “Cinema Rio Branco”. (...) Além do Cinema Ouvidor que começou a exibir filmes no Teatro da Paz. (...)

 

Os temas históricos figuravam como uma das principais atrações. [6]

 

Em 1912 é inaugurado o cinema Olympia, um dos maiores e melhores cinemas daquela época. Com a economia amazônica em crise, devido às dificuldades de concorrência da borracha amazônica, contra a borracha produzida na Ásia, a sociedade paraense vive um tempo de estagnação e falências de algumas empresas que viviam da exportação da borracha. A região amazônica vai sofrer um novo impulso econômico após 1920, devido a um grande projeto implementado na região por Henry Ford com apoio do governo brasileiro e das elites locais[7]:

 

Em 10 de outubro de 1927 foi constituída a Companhia Ford Industrial do Brasil... Tinha por objetivo a condução do processo de utilização produtiva de uma concessão de um milhão de hectares de terra, feita pelo Governo do Estado do Pará, às margens do Rio Tapajós, nos municípios de Itaituba e Aveiro (...) Milhares de trabalhadores foram mobilizados (...) Em 1945, após dezoito anos de atividades a Companhia foi extinta e todo seu acervo transferido, a preço simbólico para o governo brasileiro.[8]

 

Além da crise econômica pela qual o estado do Pará, assim como toda a região amazônica, estava passando ocorreu uma crise política na administração municipal de Belém, com o pedido de renuncia do intendente Antonio Lemos, em 1911, transformando a cidade num verdadeiro barril de pólvora, com a destruição do jornal A província do Pará, que pertencia a Antonio Lemos.

 

A década de 30 é marcada pela chegado ao poder de Getulio Vargas, através da “Revolução” de 1930, apoiado por uma nova burguesia que estava surgindo e com o apoio dos militares, tinha uma série de novas idéias, entre elas, destaca-se: o afastamento das oligarquias regionais do poder, tanto na esfera federal, estadual e municipal e a intensificação do processo de industrialização do Brasil.

 

Após a “Revolução” de 30, ocorreram duas tentativas de se efetivar a “revolução” no Pará, sendo que na terceira tentativa o então governador Eurico Valle entrega o governo a uma junta governativa formada pelo tenente Ismaelino Castro, Mario Chermont e Abel Chermont.

 

Com a chegada a Belém, no dia 26 de outubro, do coronel Landry Salles, comandante da Brigada de Operações  no Norte e Governador militar do Estado, foi organizada uma nova junta constituída pelo tenente Ismaelino de Castro, capitão-de-fragata Antonio Rogério Coimbra e Mario Chermont[9].

 

Esta junta governativa ficou no poder até a chegada do interventor enviado por Getulio Vargas, o tenente Joaquim de Magalhães Cardoso Barata[10], o qual assume o cargo em 12 de novembro de 1930. Com as primeiras eleições, após a “Revolução” de 30, em 1935, após uma série de lutas, atentados, Magalhães Barata é deposto assumindo seu lugar o major Roberto Carlos Vasco Carneiro de Mendonça, que entrega o poder ao governador eleito José Carneiro da Gama Malcher (1935-1937 como governador eleito, e de 1937-1943, como interventor).

 

Este era o quadro político, social e econômico que Libero Luxardo vai encontrar quando da sua primeira vinda a Belém, em 1931, e quando volta para morar definitivamente no estado do Pará, em 1939.

 

Libero Luxardo: cineasta, político e escritor.

 

            Libero Luxardo é considerado o precursor da produção de longas-metragens nos estados do Pará, e na região centro-oeste do Brasil, precisamente nos estados do Mato Grosso e Goiás.

 

            Paulistano de Sorocaba teve contato com o cinema desde muito cedo, pois seu pai, um imigrante italiano e fotografo, quando veio para o Brasil trouxe todo o equipamento de fotografia e cinema, montando um estúdio no porão de sua casa, sendo considerado um dos pioneiros dessas artes no país[11].

 

            Segundo Maria José (Dedé) Mesquita:

 

            Ainda faziam parte da família, o irmão Mário e uma irmã – Célia, que por volta de 1980, moravam no Rio de Janeiro, mais precisamente na Ilha do Governador. Há também um primo de Líbero chamado Aldo Luxardo que mora atualmente no Rio, (...). Líbero teve dois filhos, um menino chamado Líbero Antônio, a quem ele chamava carinhosamente de Tom, este filho foi fruto da união do cineasta com a poetisa paraense Adalcinda Camarão e uma filha - Mônica, [fruto do casamento de Libero com a Sra. Maria Monteiro[12]].[13]

 

            Além destes membros da família aqui no Brasil, Libero Luxardo tinha também um parentesco com o cineasta italiano Dario Argento, seu primo e filho do produtor de filmes Salvatore Argento[14], isto demonstra a grande ligação com a produção cinematográfica, da familia de Luxardo.

 

            Antes de trabalhar com o cinema Libero Luxardo exerceu a profissão de bancário em São Paulo. Trabalhando como bancário é que Luxardo vai ter a oportunidade de conhecer a região Amazônica, pois o banco onde ele trabalhava, foi um dos financiadores da “expedição Carlos de Campos, cuja meta era chegar à Amazônia seguindo a mesma rota da antiga expedição de análises científicas do cientista e cônsul geral russo Grigori Ivanovitch Langsdorff”[15], esta expedição foi realizada em 1931 e Luxardo participava dela como fotografo e cinegrafista, registrando cada momento da empreitada.

 

            Em 1932, Libero junto com Alexandre Wulfes gravam o filme Alma do Brasil, no qual eles procuraram retratar a retirada de Laguna[16], filme de caráter histórico, onde contou com apoio nas filmagens de tropas do exercito brasileiro que estavam fazendo manobras naquela região. Porém sua primeira experiência como diretor de cinema ocorre no filme “O crime da Mala” de Francisco Campos, onde ele dirigiu uma das cenas do filme.

 

            Após seu primeiro contato com a região amazônica em 1931, Libero retorna a Belém em 1939, segundo Dedé Mesquita, voltou a Belém para filmar o I Congresso Amazônico de Medicina na cidade, trazido pelo amigo Silvestre Péricles de Góes Monteiro, agora para residir em definitivo, aproveitando também para conhecer as pinturas rupestres no município paraense de Monte Alegre[17].

 

            Em Belém Libero conhece muitos intelectuais da época, como: Bruno de Menezes, Osvaldo Viana, Jacques Flores, Garibaldi Brasil e Cléo Bernardo, posteriormente políticos como Magalhães Barata, além de Moura Carvalho que foi governador do estado e prefeito de Belém.

 

            Devido sua amizade com Magalhães Barata, Libero Luxardo foi contratado como cinegrafista oficial do governo, para registrar as suas viagens pelo interior do Estado, e organizador dos comícios que Barata fazia em Belém e no interior. Desse relacionamento de amizade Libero foi levado para a política[18], em 1947 disputou uma vaga de deputado estadual, porem não foi eleito, ficando apenas com a suplência, e nas eleições de 1950 foi eleito para a Assembléia Legislativa do Estado do Pará.

 

            Na Assembléia Legislativa do Estado do Pará, foi verificado que Libero Luxardo tomou posse como deputado estadual em 30 de agosto de 1949, conforme o documento abaixo:

 

            Ao ser procedida a leitura dos trabalhos da reunião anterior, o Presidente (Antonio Teixeira Gueiros) anuncia à Casa estar sobre a Mesa o diploma do deputado Libero Luxardo, do PSD, substituto do Sr. Flavio Bezerra (PSD), ora licenciado.

 

            Uma comissão composta pelos Sras. Santana Marques e Juvêncio Dias acompanhou o novo parlamentar, que prestou o juramento de praxe.[19]

 

            E deveria ter deixado o cargo em outubro do mesmo ano, porém:

 

SESSÃO DE 10 DE OUTUBRO DE 1949

 

            Anunciou o Sr. Presidente haver regressado ao seio da Assembléia o deputado Flavio Bezerra. Após comunicar que se apresentava sobre Mesa um requerimento do deputado Francisco Pereira requerendo licença para o tratamento de saúde, foi aprovado o pedido; para substituí-lo foi convocado o Sr. Libero Luxardo, que vinha ocupando o lugar deixado vago pelo Sr. Flavio Bezerra.[20]

 

            A atuação de Libero como deputado foi boa, levando-se em consideração a participação nas sessões da assembléia, porém em projetos apresentados pode-se dizer que deixou a desejar. O principal projeto apresentado por Libero Luxardo foi para o incentivo a produção literária no Estado do Pará.

 

SESSÃO DE 30 DE ABRIL DE 1952.

 

            O deputado Libero Luxardo na primeira parte da Ordem do Dia, apresentou um projeto de Lei criando três prêmios anuais para obras literárias publicadas no Estado no decorrer do ano de 1951.

 

            Esses prêmios, de acordo com o projeto de Lei, seriam os seguintes:

                    - José Veríssimo, de 10 mil cruzeiros, para a melhor obra de ficção.

                    - Barão de Guajará, de 10 mil cruzeiros, para a melhor obra histórica.

                    - Santa Helena Magno, de 10 mil cruzeiros, para a melhor obra poética.

 

          Comissões designadas pelo Instituto Histórico e Geográfico do Pará, Academia Paraense de Letras e Secretária de Educação e Cultura competiam analisar o valor das obras apresentadas. [21]

 

            O seu bom relacionamento com os políticos locais, que de certa forma, iram contribuir para que Libero, viesse a fazer seu primeiro longa metragem no estado do Pará, “Um dia qualquer”, conforme consta na ficha técnica do filme.

“A execução de ‘Um dia qualquer’ somente foi possível pela alta compreensão da: Douta Assembléia Legislativa do Estado do Pará – Projeto de Lei do deputado Arnaldo Moraes Filho; da Egrégia Câmara dos Vereadores de Belém – Projeto de Lei do vereador Amado Magno e Silva, pelo apoio espontâneo do Governo do Estado do Pará, da Prefeitura de Belém; da Paraense Transporte Aéreo SA (transportando todo pessoal e equipe técnica); da Força e Luz do Pará SA; Rádio Clube do Pará (estúdios para gravação).

Cortesia de: Grande Hotel, Assembléia Paraense, Maloca, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do Estado”.[22]

 

Além de “Um dia qualquer”, Libero Luxardo ainda produziu mais três longas metragens no Pará: Marajó, barreira do mar; Um diamante e cinco balas e Brutos Inocentes, seu ultimo filme. A analise dos filmes e de como Libero transmitia as questões do dia-a-dia da sociedade, serão analisadas no próximo capitulo.

 

Libero Luxardo foi também escritor, tornando-se membro da Academia Paraense de Letras. Entre seus livros publicados está os romances “Marabá”, de 1959 e “Purus, Histórias de ontem, Estórias de Hoje”, de 1973. O romance “Um dia qualquer”, de 1964, “Maldição”, de 1978 e também os roteiros de “Alma do Brasil” (1931), “Caçando Feras” (1936), “Aruanã” (1937), “Um diamante e cinco balas” (1967), “Brutos Inocentes” e “A Promessa” (1975), uma pesquisa chamada “Marajó, terra anfíbia”, de 1977 e um roteiro de documentário com o nome de “Sob o céu da Amazônia”.

 

Libero Luxardo foi um homem que acreditou nos seus sonhos, que buscou sempre fazer aquilo que gostava e amava, os filmes, mesmo que isto nunca lhe rendesse dinheiro, pois morreu na miséria em 02 de novembro de 1980.

 

Anderson M. B. Cavalcante (voltar)

Bacharel e Licenciado Pleno em História

Professor da Rede Publica de Ensino do Estado do Pará

Especialista em Imagem e Sociedade

Email: professor_de_historia@yahoo.com.br

Bibliografia

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[1] CAVALCANTE, Anderson M. B. Imigração nordestina para o Estado do Pará (1870-1920): uma analise historiográfica. Monografia apresentada como pré-requisito para a conclusão do curso de História Bacharelado e Licenciatura da Universidade Federal do Pará. 2003. pág. 13.

[2] SARGES, Maria de Nazaré. Belém: riquezas produzindo a belle-époque (1870-1912). Belém; Paka-tatu, 2000, p. 58.

[3] VERIANO, Pedro. Cinema no tucupi. Belém: SECULT, 1999, p 15.

[4] Idem, Op. Cit.

[5] Sobre o assunto ver: WEINSTEIN, Bárbara. A borracha na Amazônia (1850-1920); HUCITEC/EDUSP; São Paulo; 1993.

[6] OLIVEIRA, Relivaldo de. Em cartaz: um cineasta, uma cidade, uma época. In: OLIVEIRA, Relivaldo Pinho de. Cinema na Amazônia: textos sobre exibição, produção e filmes. Belém; CNPQ. 2004, p. 12-13.

[7] CAVALCANTE, Anderson Marcio Barbosa. Op.cit.

[8] SILVA, Francisco de Assis. Capital estrangeiro e agricultura na Amazônia: a experiência da Ford Motor Company (1922-1945). Dissertação de mestrado apresentada à Escola Interamericana de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas; Rio de Janeiro; 1981; p. 02.

[9] SOUZA JUNIOR, José Alves. A Revolução de 30 no Pará: a 1ª interventoria de Magalhães Barata (1930-1935). In: ALVES FILHO, Armando; SOUZA JUNIOR, José Alves e MAIA NETO, José. Pontos de história da Amazônia. Vol. 2. Belém. Ed. Paka-Tatu, 2000. p. 16-17.

[10] Magalhães Barata foi escolhido entre outros membros de uma comissão que o acompanharam até Belém, como o objetivo de nomear um interventor para o Estado, entre estes estavam: José Américo de Almeida, Juarez Távora, coronel Agildo Barata Ribeiro e o capitão Waldemar Monteiro, além do próprio Magalhães Barata. SOUZA JUNIOR, José Alves. Op. Cit. p. 17.

[11] MESQUITA, Maria José do S. Monteiro. Libero Luxardo: o cineasta da Amazônia. Monografia apresentada como pré-requisito para a conclusão do curso de Comunicação Social, habilitação jornalismo da Universidade Federal do Pará, orientada pelo Prof. Ms. Fabio Castro, Belém-Pa, 1999.

[12] Esta informação foi obtida através de entrevista com a Sra. Mônica Luxardo, filha de Luxardo, a qual afirmou que seu pai e sua mãe foram casados durante 15 anos.

[13] MESQUITA, Maria José do S. Monteiro. Op. cit.

[14] Foi o produtor dos seguintes filmes: “O pássaro das plumas de cristal” (de 1969) e o “Terror na ópera” (de 1987), todos dirigidos por Dario Argento,. In: MESQUITA, Maria José do S. Monteiro. Op. Cit.

[15] Idem. O objetivo principal era a construção de uma hidrovia que unisse as bacias dos rios da Prata e a do Tocantins, esta expedição sairia de São Paulo pelo rio Tietê, alcançaria o rio Paraguai, depois os rios Prata e Amazonas, em seguida os rios Guaporé e Madeira, para então chegar à Belém, pelo rio Amazonas cortaria toda a região.

[16] Retirada da Laguna foi um episódio da guerra do Paraguai em que mais de 900 brasileiros morreram em terras dominadas pelo inimigo, vitimados pelos combates e epidemias, este fato esta registrado nas paginas do livro A Retirada de Laguna, de Visconde de Taunay.

[17] Idem.

[18] Segundo Dedé Macedo: a carreira de Líbero Luxardo como político começou no Partido Evolucionista, em Campo Grande. Também fez a campanha do general Waldomiro Lima, no interior de São Paulo, onde fazia discursos, só que na eleição ele votou contra este candidato. Idem.

[19] CRUZ, Ernesto. História do Poder Legislativo no Pará (1935 a 1967). Belém, UFPA, 1978.

[20] CRUZ, Ernesto. Op. Cit.

[21] Idem. O primeiro escritor a receber o prêmio estipulado no projeto de Libero, foi Ernesto Cruz, que obteve o de melhor obra histórica, pela obra intitulada “Procissão dos Séculos”.

[22] MESQUITA, Maria José do S. Monteiro. Op. Cit.