Será durante o XIII Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira
Será durante o XIII Congresso da Sociedade de
Arqueologia Brasileira – SAB que arqueólogos brasileiros e estrangeiros
tentarão mostrar às autoridades nacionais a importância da adoção pelo
Brasil, na prática, da "Convenção da UNESCO para Proteção do
Patrimônio Cultural Subaquático".
Robert Grenier (Chefe do
Serviço de Arqueologia Subaquática do PARCS Canadá / Presidente do ICUCH /
ICOMOS), Pilar Luna Erreguerena (Subdiretora de Arqueologia Subaquática - INAH
Instituto Nacional de Antropología e Historia), Francisco Alves (Diretor do
CNANS / Ministério da Cultura – Portugal), Dolores Elkin (Diretora do PROAS,
do Instituto Nacional de Antropología y Pensamiento Latinoamericano) e Filipe
Castro (Institute of Nautical Archaeology / Texas A&M University)
apresentarão trabalhos de arqueologia subaquática realizados com sucesso em
vários lugares do mundo, o que o que legitimará as ações do CEANS/NEE/UNICAMP
de que é possível fazer arqueologia subaquática com seriedade e com rigor
científico também aqui no Brasil. Outro fator positivo que a presença deles
trará é a troca de experiências entre brasileiros e estrangeiros, o que
promoverá o fortalecimento e amadurecimento dos pesquisadores de nosso país.
Mas, a discussão da
legislação brasileira e da prática da "Convenção da UNESCO para
Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático" pelo Brasil serão temas
centrais, uma vez que, o texto é um instrumento
jurídico internacional elaborado para assegurar a proteção do Patrimônio
Cultural Subaquático. O Brasil, durante a 31ª Conferência Geral da
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(UNESCO), em novembro de 2001, não apoiou o texto da Convenção porque antes
disso, em 27 de dezembro de 2000, foi sancionada a Lei Federal n° 10.166 que
permite a comercialização e que estabelece valor de mercado para bens
culturais e recompensas aos exploradores. Essa legislação também, devido ao
aspecto de exclusividade da exploração comercial do patrimônio cultural
subaquático, submete todas e quaisquer iniciativas de caráter
científico-cultural, sem fins lucrativos, que visam o estudo e a proteção do
patrimônio cultural subaquático, a um procedimento legal estabelecido em
função das explorações subaquáticas com fins lucrativos, criando, assim,
obstáculos burocráticos e desestimulando a pesquisa arqueológica subaquática
científica, cujos protagonistas legítimos são, obviamente, os arqueólogos
mergulhadores.
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a programação do simpósio
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o resumo dos trabalhos